O QUE FAZER COM AS ESTÁTUAS DE FACÍNORAS?

Acho que eu me sentiria muito bem destruindo a estátua do vendedor de escravos em Bristol, na Inglaterra  (AQUI). Também não posso dizer que os iraquianos tenham chorado quando o exército dos EUA jogou ao chão a escultura de Saddam Hussein em 2003 (AQUI). Se a galera resolver derrubar o Borba Gato em São Paulo, seria fácil encontrar motivos (AQUI).

Por outro lado, entendo que a História não pode ser apagada. Bandidos, usurpadores, canalhas em geral e até genocidas não podem ser excluídos da memória. Ao contrário, a sociedade deve conhecê-los muito bem. O valor artístico das obras constitui outro ponto de vista importante.

Concordo que não fica bem manter homenagem escancarada a Saddam Hussein numa praça de Bagdá. Porém, é bobagem fingir que os seus rastros serão apagados a partir da vandalização da estátua. Saddam e seus crimes estarão para sempre na História.

O que fazer, então?

Que tal retirar essas homenagens das vias públicas e abrigá-las em museus? Ou, quem sabe, criar espaços para receber tais obras artísticas e históricas? Por exemplo, em Moscou as estátuas de Stalin foram movidas dos logradouros públicos para o Parque das Esculturas.

Penso que esses seriam destinos capazes de atà necessidade de cancelar a homenagem a criminosos e à importância de proteger os registros históricos e artísticos.

 

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