SEGUNDA PARTE: É TARDE DEMAIS PRA CANCELAR O CAPITALISMO.

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Soa como verdadeira a afirmação de que um sistema capaz de privilegiar a criação de dinheiro sobre a preservação de itens fundamentais à existência (como a água) está fadado a matar todo mundo, inclusive os tais 85 sujeitos citados anteriormente e suas caixas-fortes.

O que a gente precisa – acredito –, é um capitalismo mais humano. Algo nesse sentido já acontece atualmente. O fluxo financeiro mundial não aceita mais violência ambiental, por exemplo. Ao mesmo tempo há um movimento de bilionários norte-americanos exigindo que o governo tribute com mais vigor as classes economicamente superiores.

Adicionalmente, hoje é fácil encontrar experiências de negócios voltados para resolver problemas relacionados à pobreza. Gente do calibre de Bill Gates, Pierre Omidyar (criador do e-bay) e Jeff Bezos já sacou que a pobreza faz mal para os ricos. Eles também sabem perfeitamente que filantropia funciona como socorro emergencial, mas no longo prazo o que o mundo precisa é de um sistema econômico que persiga o fim da pobreza absoluta e a redução do abismo social.

A fina flor do capitalismo está ciente que é hora de reduzir o apetite financeiro a fim de humanizar o sistema, tornando-o mais inclusivo, responsável com a sustentabilidade e comprometido com o fim da miséria.

 

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