VOCÊ PODE PARTICIPAR DISSO.

Parece-me óbvio que os maiores culpados pela destruição do meio-ambiente e seus respectivos impactos imediatos e futuros na vida sobre o planeta Terra estão no comando das grandes corporações e dos governos mais poderosos.

Do que adianta separar o lixo orgânico do reciclável se, ao mesmo tempo, as grandes indústrias estão despejando gases venenosos na atmosfera a um nível que nem podemos imaginar?

Qual o tamanho do efeito da ação da dona de casa que deixa de lavar a calçada com frequência pra salvar água se as mineradoras transportam minério através de aquedutos de centenas de quilômetros?

Basta que a família reduza o consumo de embalagens plásticas ou o que o meio-ambiente precisa mesmo é de uma política nacional de proteção?

Eu diria que todas as ações acima são necessárias, inclusive as de baixa escala. É fundamental que o Poder Público e as grandes companhias tomem medidas para redução do impacto de suas atividades na natureza. Isso, porém, parece já ter tomado um rumo. A legislação ambiental brasileira, por exemplo, é bastante rigorosa. As companhias exportadoras estão sempre preocupadas com o cuidado ambiental, visto que seus clientes na Europa não querem comprar de quem polui ou degrada.

Falta que as ações de pequeno porte se tornem comportamento geral. É hora de normalizarmos as atitudes de redução, reutilização e reciclagem a partir de nossas casas.

As poucas centenas de litros de água que alguém gasta pra lavar a porta de casa significam pouco, mas assumem volume absurdo se você considera que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes.

Trago um exemplo caseiro. Há cinco meses passei a fazer compostagem em casa usando minhocário. Percebi que consigo reciclar cerca de 5kg de lixo orgânico semanalmente (cascas e restos de frutas, verduras e legumes; guardanapo usado; casca de ovo; borra de café etc.). Considerem que não almoçamos em casa, portanto a média nacional talvez seja até maior.

Nessa média, vou compostar cerca de 260 kg por ano. Não é nada para o planeta Terra, né?

Mas e se toda a população de Divinópolis fizesse compostagem do seu resíduo orgânico? Calculo que tenhamos na cidade cerca de 57.500 residências. A uma média de 5 kg semanais (conservadora média, insisto), somente a cidade de Divinópolis deixaria de enviar para o lixo 15 milhões de quilos de lixo orgânico anualmente. Além da redução do descarte de resíduos, a compostagem tem como produto um adubo orgânico de primeiríssima qualidade. Em casa usamos na nossa pequena horta.

Projete isso para o Brasil, depois para o mundo.

Por isso é importante que as atitudes individuais sejam divulgadas e propagadas para que se crie uma onda e esta tenha o efeito de modificar as políticas públicas, influenciar as empresas e, por si só, causar enorme efeito ambiental.

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