Reserva ou lixão?

Do alto do galho mais alto, no ponto mais alto, de um parque florestal em João Monlevade, grita um pássaro... Um som triste e agonizante. De lá ele consegue ver toda a beleza do lugar, cheio de árvores nativas, espécies raras e nascentes intocadas. Mas ele vê também todo o abandono em que essas riquezas se encontram.

Se fosse apenas o abandono, estaria tudo bem, pois a natureza encontra mecanismos de defesa e evolução surpreendentes. Mas não bastasse o esquecimento do lugar pelas autoridades, a população o transformou num lixão a céu aberto.

Carros e mais carros despejam ali resíduos de construção, lixo eletrônico, móveis e sacos plásticos cheios de plantas (retiradas de lotes e jardins) que não afetariam o ambiente, se jogadas diretamente no solo. No sentido inverso, descem outros carros e caminhonetes, com madeira e terra retiradas do parque. Deixam resíduos e levam riquezas.

Moradores dos apartamentos construídos ao redor do lugar, pela beleza da vista e pela qualidade de vida que ele “ofereceria”, vivem com medo de caminhar nas trilhas e desfrutar da natureza exuberante e revigorante. Isso porque o abandono gera o mal uso do espaço. Pequenos e grandes delitos ocorrem ali, constantemente.

E então? Ano novo, governo novo, secretaria nova.... Vamos fazer algo pelo Areão?

As crianças, os animais e os amantes da natureza agradecem!

Guiomar é jornalista e locutora do Vozes de Minas: www.vozesdeminas.com.br/guiomarcastro

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