quarta-feira, 18 de Novembro de 2020 14:55h Portal G37

O uso do “triângulo de ferro” na Engenharia Diagnóstica.

Sabido é que o triângulo de ferro compõe-se de planejamento, execução e controle. Nenhuma destas etapas pode ser negligenciada, pois são de extrema importância, uma vez que cada um delas, se não obedecidas à risca e negligenciadas for, pode levar a danos de toda ordem, seja em curto, médio e/ou longo prazo. Dessa forma o do referido triângulo de ferro é esclarecer que o planejamento é um conjunto de objetivos que se busca atingir, a execução é o principal instrumento de ação do gestor e o controle é que direciona o gestor na tomada de decisões.

Os projetos e detalhamentos representam a primeira premissa no triângulo de ferro, ou seja, o planejamento. Esse planejamento deve ter a coordenação de um profissional técnico da área específica (arquitetura e/ou engenharia) que elabore, coordene e gerencie todas as etapas de execução dos referidos projetos (tanto escrito quanto gráfico) e compatibilize entre si informações necessárias para uma perfeita execução. Num planejamento de obras há de atentar que o mesmo é responsável, também, pela escolha da mão de obra, seja ela direta ou indireta, dos materiais a serem utilizados e, obviamente, os seus fornecedores e, ainda, do transporte e armazenamento dos mesmos.

Sob a égide da legalidade deverão ser analisados e exigidos os projetos para o planejamento e execução de uma determinada obra. De forma simplista os projetos deverão ser aprovados nos âmbitos municipal, estadual e federal. Essa exigibilidade acontece quando municipal através do projeto de arquitetura e de licenciamentos municipais, quando estadual através do projeto de incêndio e quando federal através ou do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU BR), que são aqueles que ditam à necessidade das atribuições para os profissionais do projeto legal por si só (arquitetura) e dos projetos auxiliares. Lembrando que os projetos que não são susceptíveis de aprovação, ainda assim, deverão ser elaborados nas condições normativas (ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas). Portanto, nenhuma diagnose pode ser feita sem se considerar o objeto a analisar como um todo.

 

 

Adalberto Alves do Carmo

Eng. Consultor da Luppa Engenharia Diagnóstica Ltda.

Especialista em Análise das Manifestações Patológicas em Obras Civis

CREA-MG 19.358/D

(37) 3214-2160 – (37) 98403-1200

 

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