A Suprema Excelência do Amor.

Vemos que o Senhor Jesus explicita que todos os mandamentos dados por Deus a Israel, através de Moisés e dos demais profetas, dependiam do amor incondicional a Deus e ao próximo como a si próprio (Deuteronômio, 6.4-5; Levítico, 19-18).

O amor é parte essencial da vida do cristão. Jesus mencionou em primeiro lugar a necessidade do cristão amar a Deus acima de todas as coisas. Colocou em nível bem próximo ao primeiro mandamento um segundo que recomenda amar o próximo como nos amamos a nós. Amar ao próximo é agir para com ele como agimos para conosco. Paulo diz que ninguém jamais aborreceu a própria carne. Se amamos o próximo como Jesus mandou, ele vai receber de nós um tratamento muito especial. Vida cristã sem amor ao próximo nem é vida nem é cristã.

Esse amor que Deus exige de sua Igreja nada mais é que a reciprocidade do amor que recebemos Dele, que deixou o esplendor de sua glória e veio ao mundo dar a sua vida em resgate da humanidade:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João.3.16).

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” (II Coríntios, 5.19).

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5.8).

É lógico que o mesmo amor que Deus requeria da Israel material ele também tem requerido da Israel espiritual, sendo que o amor é o vínculo da perfeição da proclamação do Evangelho de Cristo, conforme o Apóstolo Paulo, escrevendo a Carta aos Colossenses, o definiu, determinando que a Igreja se revestisse de amor:

“E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3.14).

O Apóstolo Pedro elenca de forma gradativa (sequencial), as qualidades que todo cristão deve ter para exercer sua fé. Notemos que o amor fraternal e a caridade são as derradeiras qualidades que devem sobrevir a todas as demais, sendo que se todas estas qualidades forem encontradas pelo Senhor Jesus em nós e abundarem não estaremos ociosos (parados), mas sim compromissados na Obra do Senhor.

Mais uma vez, a Palavra de Deus exorta àqueles em quem tais qualidades não são encontradas, classificando-o como cego e que se esqueceu da purificação dos seus pecados.

Ainda quanto a este assunto, o Apóstolo Paulo, divinamente inspirado, em sua Primeira Carta aos Coríntios, fez uma exposição extraordinária e sublime, exaltando o amor em meio à discussão dos dons espirituais.

Isto porque na Igreja de Corinto, naquele momento, havia muita presunção, e muita dissensão, o que poderia ser superado se houvesse no coração daqueles irmãos um lugar para o amor cristão. As qualidades que porventura tinham, provadas perante Deus, seriam de pouco valor, porque lhes faltava o amor:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria...” (I Coríntios, 13.1-3).

 

© 2009-2021. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.