A felicidade

Pesquisa divulgada no jornal A Tribuna (01 de fevereiro de 2015, p. 6), de Vitória, Espírito Santo, mostra o que deixa o brasileiro feliz. Foram entrevistados 10.612 internautas em um estudo realizado por uma agência ligada ao Ipope, que revelou que 57% estão felizes e 23% estão muito felizes. Portanto, 80% da amostra disse que está feliz. Quais são as coisas que mais os fazem felizes? A família (67%), a saúde (30%) e o dinheiro (19%).  Para saber qual o seu nível de satisfação com a vida, o jornal sugeriu o seguinte teste (elaborado por Adriano Jardim, doutor em psicologia):

Ao pensar na sua vida você automaticamente pensa:


A. “De forma geral, eu me sinto realizado com o que tenho e sou”.
B. “Me faltam realizações importantes para me considerar feliz”.
C. “Eu me sinto bastante insatisfeito com minha vida atualmente”.

Sobre suas necessidades básicas, como qualidade de vida, segurança e saúde, você pode afirmar que:


A. Estão plenamente atendidas.
B. Estão parcialmente atendidas.
C. Estão precariamente atendidas.

Você considera a sua vida social:


A. Excelente
B. Boa
C. Insatisfatória

Considera sua vida profissional:


A. Excelente
B. Boa
C. Insatisfatória

Você considera a sua vida amorosa:


A. Excelente
B. Boa
C. Insatisfatória

Você considera a sua vida familiar:


A. Excelente
B. Boa
C. Insatisfatória

Considera a sua vida espiritual:


A. Excelente
B. Boa
C. Insatisfatória

Se você pudesse dar uma nota para si mesmo, representando o quanto está satisfeito consigo, qual nota se daria?


A. Entre 8 e 10
B. Entre 5 e 7
C. Menos de 5

Se a maioria das respostas cair na letra “A”, a pessoa está feliz e realizada, tendo uma boa dose de autoestima e confiança. No caso da maioria ser de letras “B” signifiva que a pessoa está a caminho da felicidade. Em algumas áreas está realizada, enquanto que em outras ainda se sente frustrada. Maioria de letras “C”, mostra que a pessoa está insatisfeita. Sente um descompasso entre o que deseja e o que está, de fato, obtendo da vida.

Teoricamente, a felicidade depende de estarmos de bem com as 4 dimensões fundamentais da vida: emocional, espiritual, intelectual e física. Considera-se que a pessoa é saudável quando se realiza nessas 4 dimensões. Pode parecer um grande desafio, quando consideramos que a felicidade somente poderá ser alcançada se estivermos desfrutando de bons relacionamentos, de intimidade com Deus, de bom desenvolvimento mental e de plena saúde física e financeira. Tudo isso ao mesmo tempo.

Mas, a pessoa pode—sim—ser feliz, mesmo sendo pobre, doente e com pouca escolaridade. Uma espiritualidade desenvolvida pode ser o suficiente para fazer com que a pessoa seja, de fato, feliz. Santa Teresa de Ávila disse: “Só Deus basta!”.  Conheci pessoas que não estavam bem de saúde, nem financeiramente, e, mesmo assim, conseguiram ser felizes. Eram felizes no sofrimento. Na minha juventude, fiquei conhecendo — em São José dos Salgados, povoado perto de Divinópolis, MG — uma pessoa que era extremamente pobre, vivia doente e não saia da cama, mas que era feliz! Morava na roça, em uma casa de chão batido, mas estava sempre com um sorriso nos lábios. Sua felicidade era tanta que as pessoas a procuravam para receber seus conselhos e pedir por suas orações. Recentemente, vi de perto alguém muito doente, mas que mesmo assim, era feliz. Presenciei a experiência de minha irmã Cibele, vítima de câncer generalizado, que conseguiu, devido ao seu aprofundamento na espiritualidade, viver doente e feliz por 5 anos. Os médicos lhe deram poucos meses de vida, mas ela, devido à sua fé em Deus, conseguiu viver mais. Como se explica isso?

A felicidade não é um bem material. A felicidade é um estado de espírito. Como atingir e manter esse estado de espírito alegre diante dos desafios que a vida nos apresenta? Através do aprofundamento de nossa espiritualidade, que é a nossa fé em Deus. À medida que nos entregamos mais e mais a esse convívio com o Criador, conseguimos também ficar mais imunes aos reveses que o dia-a-dia nos apresentar. Sem fé, mesmo que tenhamos alcançado o sucesso material e intelectual, não conseguiremos o equilíbrio emocional necessário para sermos felizes. Embora a felicidade tenha vários componentes, como demonstrado pela pesquisa do Ibope, mesmo quando a maioria deles falha, é possível ser feliz. Como? Intensificando, através da fé — primeira sílaba da palavra “fe-li-ci-da-de”—, a nossa proximidade ao Criador.

 

 

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