A Campanha Janeiro Branco pode ajudar o mundo a ser um lugar melhor

JANEIRO BRANCO - por uma cultura da SAÚDE MENTAL

Uma campanha dedicada a sensibilizar as mídias, as instituições sociais, públicas e privadas, e os poderes constituídos, públicos e privados, em relação à importância de projetos estratégicos, políticas públicas, recursos financeiros, espaços sociais e iniciativas socioculturais empenhadas em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas, direta ou indiretamente, relacionadas aos universos da Saúde Mental.

O assunto ainda é pouco discutido pela sociedade e ainda há muito tabu em volta do tema. É preciso compreendermos o conceito de saúde mental de forma ampliada, como um estado de equilíbrio que proporciona bem-estar ao indivíduo e a sociedade como um todo.

Temos um número que cresce cada vez mais de casos de depressão, ansiedade, fobias, pânico e até agressividade e desrespeito. Isso mostra que as pessoas precisam começar a cuidar também de aspectos mentais e emocionais de sua vida.

Uma Campanha que, por meio dela em todo o Brasil e em outros países estão se mobilizando para levar mensagens e reflexões aos indivíduos e às instituições às quais esses mesmos indivíduos encontram-se entrelaçados: “quem cuida da mente, cuida da vida”; “quem cuida das emoções, cuida da humanidade”; “quem cuida de si, já cuida do outro”;  “o que você não resolve em sua mente, o corpo transforma em doença”; “saúde mental pressupõe políticas públicas” e várias outras orientações, dicas e reflexões que têm o poder de chamar a atenção de todos para os cuidados e, também, para a importância das lutas por políticas públicas em defesa da Saúde Mental de todos.

SAÚDE MENTAL E TABU

A campanha se mostra de extrema importância não só no âmbito individual, que seria a possibilidade de as pessoas cuidarem de sua saúde mental e seu emocional, mas num sentido mais amplo também.

Infelizmente, a saúde mental ainda é cercada de muito tabu. A maioria das pessoas acha que ir ao psicólogo é “coisa de louco”. Isso é herança de uma cultura antiga e ultrapassada de higienização, onde se tirava tudo aquilo que incomodava na sociedade e isolava em manicômios.

Bom, hoje a coisa avançou muito e o tratamento da chamada “loucura” é muito mais avançado e humanizado, há ações no sentido de inserção na sociedade e não mais o contrário. Buscar ajuda psicológica não significa perder o controle de sua vida, pelo contrário, significa manter-se no controle, significa compreender que a situação te fragiliza e buscar formas de lidar com isso.

Quando falamos em saúde do corpo, todos aceitam o cuidado preventivo. Faz sentido cuidar do corpo para que ele não sofra e adoeça, não é mesmo? Para não “ficarmos na mão” no futuro. Mas, e da mente? Por que a mente só recebe cuidados quando a coisa já está “no fundo no poço”? Quando fazemos exercício para promover saúde ao nosso corpo, colocamos um bom tênis, para que nem o nosso joelho sofra com o impacto. Mas e o impacto diário em nossa vida emocional? O estresse, os problemas financeiros, familiares, as inseguranças, os medos? Por que não podemos vestir algo para amortecer esses impactos em nossa vida também? Parece mais do que justo que cuidemos daquilo que controla todo o nosso corpo, pois o corpo pode estar bem, mas se a cabeça vai mal, tudo vai mal.

Em uma sociedade que cada vez mais coisifica as pessoas e suas ações, todos nós precisamos nos compreender e compreender a forma como lidamos e reagimos ao mundo. Devemos promover saúde mental a cada um de nós e assim, conseguiremos uma sociedade mais saudável e consequentemente mais segura e agradável.

Porque há sofrimentos que podem ser prevenidos. Dores que podem ser evitadas. Violências que podem ser impedidas, cuidadas ou reparadas. Exemplos que podem ser partilhados. Ensinamentos que podem ser difundidos em nome de povos mais saudáveis e mais bem resolvidos em termos emocionais.

QUEM CUIDA DA MENTE, CUIDA DA VIDA!

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