NOVEMBRO AZUL.

Em 2020, o mundo foi surpreendido pela pandemia do novo coronavírus e a saúde passou a ser o centro de todas as discussões e preocupações. Segundo o Ministério da Saúde, a Covid-19 é mais letal entre os homens pardos que têm mais de 60 anos e que apresentam comorbidades.

Neste ano em que os olhares estão voltados para a pandemia pelo novo coronavírus, muitas doenças continuam existindo e afetando a vida de milhares de brasileiros, entre elas o câncer de próstata. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, somente para 2020 são esperados 65.840 novos casos, porém podem não ser diagnosticados a tempo por conta do isolamento social.

No Brasil houve uma queda de 70% das cirurgias oncológicas e uma queda de 50% a 90% das biópsias enviadas para análise, estimando-se que entre 50 mil a 90 mil brasileiros deixaram de receber diagnóstico de câncer nesse período.

Novembro é o mês de conscientização do câncer de próstata, que atinge cerca 65 mil brasileiros por ano e é responsável por 13,6 mortes para cada 100 mil homens, de acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Embora as taxas de incidência e mortalidade sejam altas, de acordo com especialistas, os números não são o que mais aflige os brasileiros, mas sim o medo de ficar impotente sexualmente, o que não acontece em todos os casos.

 

Novembro Azul é uma campanha que busca conscientizar a respeito da necessidade da prevenção e diagnóstico do câncer de próstata, além da importância de cuidados integrais com a saúde do homem. O câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns no mundo e tem prevalência em homens com idade acima de 65 anos.

 

É uma campanha que ocorre em 21 países todos os anos e tem como principal objetivo alertar a respeito da necessidade de prevenção e realização do diagnóstico do câncer de próstata.

 

A campanha é realizada por meio de ações que objetivam promover uma mudança nos hábitos masculinos, mostrando a importância da realização de consultas e de exames de rotina, quebrando alguns preconceitos a respeito da realização de determinados exames e estimulando os homens a manterem uma rotina que promova a saúde e bem-estar.

“Não existe modo melhor de enfrentarmos uma doença do que diagnosticá-la no início, as opções e a efetividade dos tratamentos aumentam, podendo-se obter a cura. A introdução dos exames de detecção precoce do câncer prostático, há mais de vinte anos, resultou em queda da mortalidade pela doença em vários países”, avalia o diretor do Departamento de Uro-oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia, Dr. Rodolfo Borges.

Fonte: Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

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