PANDEMIA REDUZ EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DE CÂNCER.

Medo de contrair o coronavírus afastou pelo menos metade das pessoas que deveriam iniciar as sessões para tratar seus tumores.

Desde o início da pandemia mais de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer e houve uma queda no volume de exames para diagnosticar a doença. O medo de ser contaminado pelo coronavírus está fazendo com que muitas pessoas adiem consultas e exames primordiais para o diagnóstico do câncer.

A estimativa de que 50 mil pessoas deixaram os exames de lado foi anunciada na semana passada pelas Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológicas.

A mesma queda foi observada no exame de Papanicolau, utilizado para rastreamento do câncer de colo de útero. O levantamento é preocupante porque o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama.

A tendência é observada em âmbito nacional desde o início da pandemia. Juliana Oba Costa, médica patologista do Laboratório DMS Burnier, disse que muitos brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer porque estão com medo de serem contaminadas pelo novo coronavírus. “Muitas pessoas estão adiando consultas e exames primordiais para o diagnóstico da doença. Isso é um equívoco que pode ter consequências preocupantes”, alertou Juliana.

De acordo com a médica patologista, os exames são muito importantes. “O diagnóstico precoce oferece ao paciente uma chance maior de cura e o aumento da sobrevida, uma vez que possibilita a intervenção nos estágios iniciais da doença. O risco de interromper o processo de investigação é a doença avançar, levando a uma redução na resposta ao tratamento”, alertou.

A análise da rede de laboratórios DMS Burnier também indicou uma redução de 40% na realização de exames diagnósticos de uma maneira geral.

A patologista ressaltou também que os serviços de saúde procuraram se adequar à nova realidade, separando áreas de atendimento exclusivas para pacientes com suspeita de Covid-19 e para pacientes de outras doenças, adotando uma série de protocolos preventivos indicados pelas autoridades de saúde.

Fonte: Correio

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