REABILITAÇÃO POR EQUOTERAPIA É REGULAMENTADA EM LEI.

Equoterapia é um método terapêutico que utiliza cavalos, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência física, mental ou sensorial.

A Lei 13.830/19 que regulamenta a equoterapia como método de reabilitação de pessoas com deficiência, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 14 de maio e começa a vigorar em 10 de novembro desse ano. O método terapêutico é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e possui benefícios comprovados para reabilitação até nos casos mais severos, e agora está regulamentada por Lei Federal.

A nova legislação determina que a reabilitação com cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência será exercida por equipe multiprofissional, composta por médico, médico veterinário e profissionais como psicólogo, fisioterapeuta e da equitação.

Também poderão fazer parte da equipe pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores de educação física, desde que tenham curso específico na área da equoterapia. Outra exigência é que deve haver o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo praticante, por meio de um registro periódico, sistemático e individualizado das informações em prontuário.

Os centros de equoterapia poderão operar somente com alvará de funcionamento emitido pela vigilância sanitária. Os benefícios comprovados da equoterapia, técnica que reúne equitação, saúde e educação, ratificam a possibilidade de reabilitação até mesmo para pessoas com deficiências severas. O tratamento pode ser aplicado em diversas situações e permite uma interação com o animal que ultrapassa o condicionamento físico.

“Atendemos crianças com deficiência física ou intelectual, e todas são beneficiadas de alguma forma. Além do trabalho de força muscular, equilíbrio e coordenação, trabalhamos memória, fala e até a inciativa dessas crianças. Nós buscamos a independência da criança, para que ela saiba tomar uma decisão”, explica Fernanda Racolto Mendes, fisioterapeuta da Associação Equoterapia de Santos em SP.

“O movimento de andar do cavalo tem 95% de semelhança com o do humano. Quando uma criança que não anda está em cima do cavalo, o cérebro dela interpreta aquele movimento como uma caminhada. E essa criança passa a adquirir força muscular na perna, que ela não exercita porque não fica em pé”, destaca a fisioterapeuta.

 

 

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