SUS JÁ TEM QUE OFERTAR DROGA CONTRA CÂNCER DE MAMA AVANÇADO

Oferta do medicamento Trastuzumabe no SUS transformará a expectativa de vida de milhares de pacientes

A estimativa é de que a oferta do medicamento evite a morte de 600 mulheres com câncer de mama metastático a cada dois anos no país.

A distribuição do trastuzumabe para combater doença em fase metastática foi anunciada em agosto. Prazo para rede pública venceu dia 29 de janeiro.

A partir do dia 29/1, o destino de mulheres com câncer de mama avançado tratadas na rede pública de saúde deve mudar. A ampliação da oferta de trastuzumabe no Sistema Único de Saúde (SUS) beneficiará mulheres diagnosticadas com câncer de mama metastático – como a doença é chamada quando ela já se espalhou para outros órgãos. 

 A inclusão do trastuzumae no rol de terapias disponíveis para essas pacientes era uma demanda antiga de médicos e organizações não governamentais de amparo a pessoas com câncer. Hoje, segundo especialistas, a droga é o que existe de mais eficiente no tratamento desse tipo de tumor e chega a dobrar a expectativa de vida.  Em clínicas particulares, ela já era usada desde 1999. No SUS, desde 2013 – mas apenas em casos de doença inicial ou localmente avançada.

Para se ter uma idéia da sua importância, em 2016, um estudo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica com entidades de apoio e pesquisa estimou que, das 2.008 mulheres diagnosticadas com câncer naquele ano, apenas 808 estariam vivas em 2018 se fossem tratadas exclusivamente com quimioterapia. O número subiria para 1.408 caso o trastuzumabe fosse acrescido ao tratamento.   

Até então, a droga era importada pelo governo brasileiro e oferecida na rede pública, desde 2013, apenas para as pacientes com câncer de mama em estágio inicial ou localmente avançado. A partir de fevereiro, o trastuzumabe estará disponível no SUS também para as mulheres com doença metastática.

“Essa incorporação do trastuzumabe ao SUS para as pacientes com doença metastática corrige um erro histórico”, diz o Dr. Gustavo Fernandes, presidente da SBOC. “Este tratamento vem sendo negado à população brasileira há duas décadas”, reforça.

Por seu alto custo – média de R$ 42 mil em seis meses de tratamento – a droga está entre as mais judicializadas no Brasil. Ela consta da lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) que reúne medicamentos considerados essenciais para os pacientes oncológicos. O registro do trastuzumabe na Anvisa é de 1999.

Que seja reforçada a importância de que as pacientes sejam informadas a respeito dessa atualização e que cobrem o fornecimento da droga nas unidades de saúde onde são atendidas. Por isso é tão importante que a mulher esteja informada. A paciente também deve questionar seu oncologista se ela pode ou não ter acesso ao trastuzumabe, isso é primordial, já que a prescrição de qualquer medicamento somente poderá ser feita pelo médico que acompanha a paciente.

FONTES: SBOC(Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) e INSTITUTO ONCOGUIA.

 

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.