quarta-feira, 12 de Junho de 2019 10:14h Atualizado em 12 de Junho de 2019 às 10:16h. Portal G37

Prefeito nega revisão salarial e servidores municipais de Carmo do Cajuru paralisam atividades.

Os servidores municipais de Carmo do Cajuru vão paralisar as atividades por um dia na próxima quinta-feira (13).

Os servidores municipais de Carmo do Cajuru vão paralisar as atividades por
um dia na próxima quinta-feira (13), em protesto contra a decisão do
prefeito Edson Vilela (PSB) que não concederá a revisão salarial
reivindicada pela categoria. A concentração está agendada para às 7horas na
porta da Prefeitura.

 

Em assembleia no dia 28 março, os servidores da cidade definiram a pauta da
Campanha Salarial. O prefeito foi resistente em abrir as negociações para
discutir as reivindicações do funcionalismo e somente após pressão exercida
pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região
Centro-Oeste (Sintram), Vilela recebeu o secretário geral do Sintram,
Demetrio Bento da Cruz, e a servidora Jordélia Camargos, representante dos
servidores.

Em ofício enviado no final do mês passado, o prefeito anunciou que faria a
revisão do  vale-alimentação pleiteada pela categoria, porém quanto às
demais reivindicações, Edson Vilela disse que após a realização de um estudo
para avaliar o impacto de uma provável revisão nos salários, encaminharia ao
sindicato sua contraproposta.

 

Na semana passada, o  Sintram recebeu ofício do prefeito, através do qual
ele comunica que o município não poderá atender nenhuma das reivindicações
dos servidores, exceto a revisão no vale-alimentação.  "Após estudo das
despesas com pessoal (...) pudemos constatar a impossibilidade de aumento
salarial no momento", comunicou.  O prefeito confirmou que a revisão no
valor do vale-alimentação será de 23,33%, cujo projeto já foi enviado à
Câmara Municipal.  Hoje o vale é de R$8, com o reajuste ficaria em R$9,86.

 

ASSEMBLEIA

A decisão do prefeito em não conceder as perdas salariais do período,
direito de todo o trabalhador, conforme prevê a Constituição Federal (Art.
37, X), deixou os servidores municipais de Carmo do Cajuru indignados. Em
assembleia ocorrida na semana passada, a categoria decidiu fazer uma
paralisação de um dia na próxima quinta-feira (13), em protesto contra a
decisão do Executivo.  Também na assembleia, a categoria não aceitou a
transformação do benefício  do vale alimentação em cartão magnético,
conforme projeto enviado à Câmara. Como a proposta já está em tramitação, o
secretário geral do Sintram, Demetrio Bento da Cruz, disse que a Câmara será
oficiada dessa decisão dos servidores, para que seja apresentada uma emenda
ao projeto do Executivo, suprimindo a parte da proposta que transforma o
vale em cartão.

 

"Como não houve nenhum outro encaminhamento das outras reivindicações dos
servidores foi deliberado [em assembeia] pela paralisação da próxima
quinta-feira", explicou o secretário geral. Ele disse ainda que nesta
segunda-feira (10) a prefeitura foi oficiada da paralisação, como também
todos os setores da Prefeitura, para que a Lei de Greve seja seguida à
risca, com a manutenção de 30% dos trabalhadores nos setores que não podem
ter as atividades interrompidas.

 

Para Demetrio Bento, a paralisação foi provocada pela postura do Executivo.
"Faltou um pouco de diálogo da parte patronal, deveria ter dialogado mais,
pois outras propostas poderiam ter surgido. Na semana passada, ele
[prefeito] apresentou um projeto de aumento para atender o piso salarial dos
professores e agentes de endemias, e a gente entende que poderia também ter
incluído os demais servidores, já que o que está sendo pleiteado é um
direito constitucional de todo trabalhador de ter seu salário corrigido
conforme a inflação do ano anterior", ponderou.

 

REIVINDICAÇÕES

Na assembleia que definiu a campanha salarial desse ano, os servidores de
Carmo do Cajuru definiram a seguinte pauta de reivindicações: reposição das
perdas salariais de 3,86% (INPC/IBGE-2018), mais 1,14% de ganho real;
implantação de revisão geral anual automática, conforme o IPCA medido pelo
Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis IPEAD/ UFMG;
implantação imediata de vale-transporte; correção do vale-alimentação de R$
8 para R$ 10, com correção anual pelo INPC; revisão do Estatuto do Servidor;
maior agilidade na entrega de equipamentos de segurança; e licença
maternidade de 180 dias.
 

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