Construção civil impulsiona a retomada econômica em Divinópolis.

Após a pior queda da história, o setor da construção civil sinaliza melhora entre julho e agosto.

17 SET 2020

Vitor Faria/Raphael Rodrigues

 

Em abril, o setor da construção civil teve a pior queda da história, o PIB da construção civil no segundo trimestre teve uma retração de 5,7%, de acordo com CNI (Confederação Nacional das Indústrias, o Índice de Confiança do Empresário da Construção subiu 7,7 pontos entre julho e agosto, ultrapassando a marca que indica o início de um cenário confiante.

O setor iniciou o ano com grandes perspectivas, já quem 2019 teve um crescimento de 2% e registrou 100 mil novos empregos, de acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a expectativa era de um crescimento de 3% e uma geração de 150 mil novos postos de trabalho.

            O primeiro semestre não foi animador, nos primeiros três meses do ano a economia caiu 1,5% e com a construção civil não foi diferente uma queda de 2,4%, totalizando ao final dos seis primeiros meses uma queda de 8,1%. Sendo um dos piores início da história. Devido às incertezas do mercado, Rubens Barcelos, engenheiro civil, disse que teve que reduzir os gastos, afim de segurar as despesas.

            No últimos dois meses, o setor vislumbra uma melhora através da confiança do mercado, com o aumento de 7,7 pontos no Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) em agosto, a construção civil ultrapassou os 54 pontos, esse indicador varia de 0 a 100 com uma linha divisória de 50 pontos, que separa o crescimento e queda do nível de atividade.

            Este crescimento alavanca outros setores como o do comércio de materiais de construção, segundo pesquisa mensal realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), em julho, 54% dos lojistas entrevistados registraram alta nas vendas nos três meses anteriores, contra 42% em junho. Do outro lado, apenas 10% apontaram queda de comercialização no período, metade do número apresenta na pesquisa anterior. 

            Rubens Barcelos acredita também nessa retomada do mercado da construção civil, “A melhora já foi bastante perceptível, devido ao aumento de investimento do governo em planos de financiamento de imóveis, esse ano e o próximo, o mercado tem a crescer bastante, porém ainda tem muita coisa incerta, que devemos aguardar para ver.”

 

 

 

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