CRÍTICA: Escape Room. Repete fórmula de Jogos Mortais, de forma light e inteligente

Dispensando o gore da franquia de Jigsaw, filme aposta nos enigmas, e diverte.

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO.

No começo da década, vimos alguns bons filmes de terror, como Jogos Mortais e O Albergue, que apostavam na busca pela sobreviviencia. Depois que a produtora Blumhouse nos trouxe um novo conceito, o "pós terror', como Atividade Paranormal,  Sobrenatural, Corra, dentre outros, esse "tipo" de filme ficou bem esquecido. 

Mas agora, o estilão "salve-se quem puder" está de volta, com o surpeendente bom "Escape Room".

Começando com muita semelhança a quem viu os jogos de Jigsaw, com um grupo de pessoas reunidas em uma sala. A sutil diferença é que nesse as pessoas estão ali conscientemente, em busca de um premio de US$ 10 mil, diferente de "Saw", onde as vitimas não sabiam como iriam parar ali. 

Logo no começo, se é descoberto que o jogo finalmente "começou", e tanto as vitimas quanto o espectador logo "matutam" para desvendar os segredos e como sair de toda aquela confusão. 

Em Jogos Mortais, em muitos momentos, o filme usa os sacificios fisicos, e de sangue, para resolver os problemas e dar aos participantes dos "jogos", as soluções. Em Escape Room, o foco é mais o raciocinio e a união, que até determinado momento do filme, "faz a força". 

Fogo, gelo, substancias, salas em ponta cabeça, todos esses labirintos fazem o filme ser tenso, predendo a atenção, fazendo você "torcer", e tentar "desvendar" as enrascadas junto com os  "jogadores"

Dirigido por Adam Robitel (Insidious: A última Chave), algumas cenas são exageradas, mas nada que não seja comum nesses filmes.

Não espere carnificnina, braços e pés cortados, como foi com o seu "mentor inspiracional", mas espere uma tensão na base da inteligencia, e no estilo "gato e rato" com muitos enigmas, e que provavelmente, o jogo ainda não terminou totalmente como a gente acha que acabou. 

Dentro da proposta do filme, "passou com êxito". 

De 0 a 10, nota 8,5

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