terça-feira, 19 de Janeiro de 2016 13:19h Agência Brasil

Blocos de rua do Rio começam carnaval ainda em janeiro

Tradicional bloco do carnaval carioca, o Escravos da Mauá, que desfila na região portuária da cidade, sairá no dia 31 de janeiro

A concentração começa às 10h e o desfile ao meio-dia, de acordo com a diretora da agremiação, Teresa Guilhon. O bloco sai desde 1993 no Largo de São Francisco da Prainha, no bairro da Saúde, berço dos ranchos e dos primeiros movimentos do choro e do samba no Rio de Janeiro.

Segundo Teresa, o Escravos da Mauá procura em seus desfiles valorizar a cultura popular do Rio de Janeiro e o patrimônio da região portuária e da cidade. Este ano, o local da concentração, a Praça Mauá, está renovada após modernização da área pela prefeitura.

Os organizadores acreditam que a revitalização do local vai atrair ainda mais foliões para o bloco, que costuma reunir entre 8 mil e 10 mil pessoas a cada desfile.

Além do Escravos da Mauá, o carnaval da zona portuária tem mais cerca de 15 blocos. A programação da folia na região começa no próximo sábado (23) e vai até o dia 13 de fevereiro.

 

 

Folia na Bolsa de Valores
Também na região central da cidade, nos dias 21 e 28 de janeiro, a Banda da Rua do Mercado, bloco criado por operadores da Bolsa da Valores do Rio e jornalistas econômicos, faz seus últimos ensaios abertos ao público na esquina da Rua do Mercado com Rua do Ouvidor, mesmo local onde foi fundada, em 1998.

O centro financeiro e histórico da capital fluminense também será palco da concentração do bloco no desfile de carnaval, no dia 4 de fevereiro. Este ano, quando completa a maioridade, a banda vai homenagear o compositor Nei Lopes.

No palco montado na calçada da Bolsa de Valores, haverá atrações gratuitas, como rodas de samba e show com dançarinas. A expectativa é repetir o público dos anos anteriores, de cerca de 15 mil pessoas, de acordo com a assessoria de imprensa do bloco.

O fundador e diretor da Banda da Rua do Mercado, Arnaldo Chagas, disse que a sensação ao completar 18 anos de atividades “é de envelhecimento precoce”. Ex-operador da Bolsa de Valores do Rio, Chagas disse que a diretoria tem que se esforçar mais a cada ano para colocar a banda na rua, porque é preciso pagar músicos e arcar com outras despesas, como montagem do palco.

No entanto, o criador não reclama do aumento de público da banda nos últimos anos nem da concorrência de outros blocos de rua do carnaval do Rio. “É um carnaval múltiplo.” Chagas, que trabalhou 45 anos no mercado de capitais, a partir de 2016 quer se dedicar integralmente ao carnaval e à Banda da Rua do Mercado.

 

 

Zona Sul
Outro bloco que vai esquentar os tamborins em um desfile pré-carnavalesco ainda no mês de janeiro é o Empolga às 9, que sairá no dia 31, na orla de Ipanema, zona sul do Rio. A concentração será na areia da praia, em frente à Rua Joana Angélica.

O bloco volta a desfilar no sábado de carnaval, dia 6 de fevereiro, na Avenida Atlântica, em Copacabana, saindo do Posto 6 até a Rua Figueiredo Magalhães.

Este ano, a bateria será composta por 98 músicos, na maioria mulheres. O músico Kiko Cupello toca tamborim e chocalho no bloco e brincou que a maioria feminina traz problemas na hora de escolher a camiseta dos ritmistas. “Elas querem um modelinho assim, assado, querem customizar. Quando você vê, a camiseta é outra. Mas faz parte da brincadeira”.

O Empolga às 9 desfila desde 2003. Em média, o bloco costuma levar entre 20 mil e 30 mil foliões às ruas. Segundo Cupello, o público já foi maior em alguns anos. “Depois que a Riotur  [Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro] começou a organizar melhor onde cada um desfila, com os horários certos, houve uma divisão interessante, estratégica, para não concentrar muita gente em um lugar só. De quatro anos para cá, está mais tranquilo”, avaliou.

O repertório do bloco é variado, de rock e música pop a marchinhas, frevos. Além disso, o  Empolga às 9 tem um samba próprio a cada ano. Em 2016, a música oficial trata das redes sociais e foi escolhida em um concurso.

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