terça-feira, 30 de Agosto de 2016 12:11h AGENCIA MINAS

Cadastro das Folias de Minas será mantido no site do Iepha-MG

Objetivo é identificar o maior número possível de grupos atuantes em solo mineiro

Após uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2016, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) identificou mais de mil grupos de folia no estado.  Até o momento, foram exatamente 1.215 grupos cadastrados de 285 municípios diferentes, abrangendo todos os 17 territórios demarcados pela atual gestão.

Com 106 grupos, Uberaba, no Triângulo Sul, é o município que possui o maior número de grupos cadastrados. Em seguida, João Pinheiro, no Território Noroeste, aparece com 34.

Conforme previsto, para efeito de pontuação no programa ICMS Patrimônio Cultural, o cadastro de outros grupos de folia aconteceu até o dia 31 de maio de 2016. Considerando que o objetivo é atingir todos os 853 municípios mineiros, o projeto continua e outras folias, ternos e charolas que desejarem se identificar podem acessar o site www.iepha.mg.gov.br e realizar o cadastro. Mais de 500 localidades ainda não cadastraram seus grupos.

As folias constituem uma prática cultural e religiosa de devoção católica. Também denominados como ternos, charolas ou companhias, os grupos se estruturam a partir da sua devoção aos Reis Magos, Divino Espírito Santo, São Sebastião, São Benedito, Nossa Senhora da Conceição, entre outros. 

Geralmente são formados por cantores, tocadores, e, em alguns casos, por reis, palhaços e “bastiões”, que realizam visitas às casas de devotos distribuindo bênçãos e recolhendo donativos para variados fins. Possuem como principal elemento simbólico a bandeira e se organizam a partir de ritos como o giro ou jornada, encontros, festas e o cumprimento de promessas.

Dos 1.215 grupos que realizaram o cadastro, 883 se declararam devotos aos Santos Reis, 255 a São Sebastião, 193 ao Menino Jesus e 130 ao Divino Espírito Santo.

“O cadastro dos grupos no Projeto Folias de Minas é uma parte fundamental na participação dos coletivos sociais nos processos de pesquisa do patrimônio cultural imaterial. Com a plataforma digital e o cadastro, o Iepha-MG inaugura uma nova forma de interação com a sociedade, tornando os processos de pesquisa e de reconhecimento de bens culturais mais democráticos e acessíveis”, ressalta o gerente de patrimônio imaterial do Instituto, Luis Molinari Mundim. “A ideia é que essa forma de relacionamento possa ser melhorada, e se estender para outras atividades e processos na construção do patrimônio cultural”, finaliza.

 

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