quinta-feira, 7 de Abril de 2016 13:12h Secretária de Cultura de Minas Gerias

Cine Humberto Mauro visita a história de cowboys, pioneiros, índios, garimpeiros e imigrantes na Mostra Western – Parte I

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, promove a mostra Western – Parte I, quereúne 33 exemplares do gênero

Serão exibidos, em formato digital, alguns dos principais filmes de faroeste, respeitável símbolo do cinema norte-americano. Obras de diretores como John Ford, John Huston, Howard Hawks, Sam Peckinpah e Fritz Lang compõem a programação.

Para Philipe Ratton, Gerente do Cine Humberto Mauro e curador da mostra, o Faroeste é o gênero do cinema estadunidense por excelência. Ao abordar temas como a guerra civil norte-americana, a conquista do Oeste, o desenvolvimento urbano do século XIX e o confronto dos colonizadores com os indígenas, o gênero se solidificou ao tratar de assuntos ainda muito presentes na cultura estadunidense. “A produção de Western é muito antiga e remonta a questões estruturais da consolidação da sociedade norte-americana, daí o gênero ter se consolidado como um dos principais do país”, explica Philipe Ratton.

 

 

 

O recorte escolhido pela Fundação Clóvis Salgado reúne obras representativas do gênero, desde as primeiras filmagens, em 1900, até obras contemporâneas. Estão na programação o curta O Grande Roubo de Trem, de 1903, que será exibido em sessão conjunta com o filme No Tempo das Diligência, clássicos como Sete homens e um destino, Meu Ódio Será Sua Herança, Rio Vermelho, entre outros. Além do faroeste norte-americano, estão exemplares do Western Spaguetti, resultado da apropriação italiana ao gênero, entre eles Era Uma Vez no Oeste, O Dia da Desforra e Três homens e um conflito.

A evolução de um gênero - De Tarantino a Akira Kurosawa, a estética e a estrutura do Western serviram de inspiração para o cinema mundial, principalmente para a produção norte-americana. A luta entre o mocinho e o bandido, acontecendo no ainda inóspito Oeste dos Estados Unidos, estabeleceu parâmetros que ultrapassariam o gênero e influenciariam uma produção para além do cinema.

 

 

 

Segundo Philipe Ratton, desde o início, o que se observa na estrutura do western é uma polarização bem delimitada entre o bem e o mal, expressada pela narrativa, e pela estética. “Já nos primeiros filmes era possível perceber o emprego de elementos estéticos para reforçar esse maniqueísmo. O mocinho usava sempre um chapéu branco, era sempre dono de retidão moral”, exemplifica.

Além disso, os mocinhos, imortalizados nas figuras principais de John Wayne e Clint Eastwood, eram filmados em ângulos e enquadramentos que evidenciavam poder, força e superioridade em relação aos bandidos. Nesse contexto, a mulher assumia papéis coadjuvantes, às vezes como prostituta, às vezes como donzela indefesa.

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