quinta-feira, 10 de Março de 2016 12:17h Atualizado em 10 de Março de 2016 às 12:23h. Agência Minas

Circuito Liberdade celebra o Mês da Mulher com programação especial

Exibição de filmes e atividades ligadas à temática feminina serão oferecidas ao público

O Circuito Liberdade participa das atividades comemorativas do Mês da Mulher, que acontecem em diversas secretarias e órgãos do Governo do Estado. A programação inclui uma mostra de filmes, palestras e exposições ligados à temática feminina. Os eventos serão realizados nos diversos espaços que integram o Circuito, com entrada gratuita.

 

 

 

No Memorial Minas Gerais Vale, cinco filmes serão exibidos: “ Vinho de Rosas”, de Elza Cataldo, “Olhos de Mulher”, de Maria de Fátima Augusto, “Rio de Mulheres”, de Cristina Maure e Joana Oliveira, “Dona Olímpia de Ouro Preto”, de Luis Alberto Sartori e “ A Arte de Ser”. 

O MMGerdau – Museu das Minas e do Metal apresenta o longa “As filhas do Vento”, de Joel Zito Araújo. O filme também será mostrado em outros dois espaços do Circuito Liberdade: no Cine Parede, entre o Museu Mineiro e o Arquivo Público Mineiro, e no BDMG Cultural, que também colocou o longa “Dona Olímpia de Ouro Preto” em seu cardápio. Aliás, dona Olímpia é a que mais passeia: o Centro de Arte Popular (CAP), outro espaço integrante do Circuito, mostra também a obra de Sartori.

 

 

 

A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa também preparou uma programação especial no mês de março. “A proposta é fazer uma reflexão sobre o papel da mulher nos diferentes âmbitos da sociedade. Os visitantes poderão analisar o painel ilustrativo com notícias de atos violentos sofridos por mulheres, além de poderem participar de sessões que tratam de cuidados com a pele, exposições informativas e palestras com especialistas em questões relativas à mulher”, explica Eliane Gladyr, coordenadora do setor de Coleções Especiais da Biblioteca.

Já o Espaço do Conhecimento aproveita a data para homenagear as professoras eméritas da UFMG em exposição na Fachada Digital.  Entre os dias 8 e 31 de março, a mostra “Mulheres e suas muitas trajetórias” traz imagens de 28 professoras da Universidade, sempre entre 18h e 22h. O título de professor emérito é concedido aos docentes aposentados que se destacaram nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e na administração universitária.

 

 

 

Política para mulheres

Condições de trabalho desfavoráveis, violência doméstica, falta de acesso à educação, proibição ao voto, desrespeito e injustiça. Mulheres do mundo todo sofrem diariamente os mais diversos abusos, cometidos às vezes dentro de seus próprios lares e, em muitos países, respaldados por leis que perpetuam uma cruel discriminação.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste 8 de março, se tornou ao longo dos anos uma data cada vez mais importante, até porque ainda hoje são inúmeros os casos de direitos usurpados ou nunca efetivamente incorporados à vida social e política delas.     

 

 

 

Em Minas, por exemplo, a violência sexual é um dos dados mais preocupantes e tem motivado uma série de ações do Governo do Estado. Neste sentido, 87 hospitais da rede estadual foram habilitados como referências do Serviço de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual. Esses estabelecimentos oferecem atendimento emergencial, integral e multidisciplinar às vítimas de violência sexual e, se necessário, encaminham aos serviços de assistência social.

O governo estadual também retomou o funcionamento do Conselho Estadual da Mulher (CEM) e criou o Comitê de Política Estadual de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional do Estado de Minas Gerais (Copeampe – MG). Iniciativas que buscam melhorar a condição de milhares de mulheres mineiras a curto, médio e longo prazo. 

 

 

História de luta

Em 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque (EUA) fizeram uma grande greve, exigindo melhores salários e condições de trabalho. A manifestação foi reprimida de maneira brutal: a fábrica foi trancada e incendiada e cerca de 130 mulheres morreram. Em 1975, a data foi escolhida pela ONU (Organização das Nações Unidas) para marcar oficialmente a celebração do Dia Internacional da Mulher.

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