sexta-feira, 29 de Abril de 2016 12:11h Agência Minas

Circuito Liberdade recebe exposição inédita de Nuno Ramos

Trabalhos foram executados especialmente para o espaço de Belo Horizonte

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) inaugura nesta quarta-feira (27/4) uma exposição inédita do artista plástico Nuno Ramos intitulada “O Direito à Preguiça”. Os visitantes devem se surpreender com as oito obras pensadas e construídas especialmente para o CCBB de Belo Horizonte, espaço que integra o Circuito Liberdade.

São objetos e elementos que emitem sons, produzem movimentos, “esmagam” jornais e até produzem cachaça. “Eu quis fazer aqui por causa desse pátio, que eu acho lindo. Meu anzol foi esse“, conta Nuno, mostrando encantamento com o projeto arquitetônico do CCBB mineiro.

 

 

 

Na verdade, uma pessoa com preguiça jamais ocuparia esse imenso espaço – que inclui as salas superiores – com obras tão elaboradas e complexas e que ainda mantém um caótico diálogo. Imagine um andaime que toca como um órgão e depois dê a ele 15 metros de altura. E então se prepare para ouvir “Samba de uma nota só”.

“Essa exposição tem um quê de protesto, é mais irritada. Há uma irradiação da ideia do livro de Lafargue (Paul Lafargue, genro de Marx, que escreveu “O Direito à Preguiça”) e está tudo interligado”, conta Nuno.

 

 

 

Referências com outras obras famosas do universo artístico estarão presentes na exposição de Nuno Ramos como “O grito” de Edward Munch e textos de Drummond na instalação “Paredes” que o artista definiu como sendo um trabalho “esquisito e raivoso”. Haverá também uma perfomance denominada “No Sé  (O templo do sol)” que será mostrada em vídeo.

Ainda na mostra, outras invenções se misturam: gangorras, andaimes, elementos unidos por uma ideia recheada de sons, cantos, performances, palavras e vozes, tudo aparentemente a serviço do protesto.

 

 

 

Muito prazer, Nuno Ramos!

Para quem não o conhece, Nuno Ramos hoje é um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira. Alia a produção em arte com o ofício de escritor e letrista. Adora a palavra, o olhar para o caos e também para a ‘conformação do caos’. Participou de bienais, exposições internacionais, e ganhou diversos prêmios, entre eles, o Grand Award (pelo conjunto da obra) – da Barnett Newmann Foundation.

A exposição fica em cartaz até o dia 27 de junho com entrada franca.

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