CRITICA: A Casa que Jack construiu: Terror psicológico, e assassinatos em série

Filme narra a trama do arquiteto serial killer, e o porque ele se tornou assim

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO. 

Um dos filmes mais chocantes de 2018 chamado A Casa que Jack construiu. 

O enredo do filme conta a história de Jack, um arquiteto que do nada descobre o interesse em matar pessoas se tornando um serial killer. 

Dirigido por Lars Von Trier, que dirigiu  Ninfomaníaca 1 e 2, e o Anticristo, o filme traz várias questões como críticas sociais, menções a obras de arte, dramas existenciais do protagonista, além de muita brutalidade, violência e gore (cenas onde aparecem sangue). 

A mente de Jack é uma coisa muito curiosa. A justificativa pelo qual ele comete seus crimes também chama atenção, e o filme mostra muito da relação que ele tinha com suas vítimas, com flashbacks do passado junto com a sua narração no presente. 

Em uma de suas matanças, presenciamos uma das cenas mais chocantes vista nos últimos tempos nos filmes, em especial de terror. 

Apesar de ser muito gore, a casa que Jack construiu foca mais um terror psicológico. Não há nada de espiritismo ou sobrenatural, mas há sim uma grande atuação de Matt Dillon, o ator que interpreta o personagem principal. Matt dá uma "paixão" muito grande a Jack, fazendo a gente se envolver, e ao mesmo tempo que odiamos as atitudes, podemos em parte compreendê-las.

Apesar do começo do filme da primeira metade ser arrastada, a partir do terceiro "incidente" (quem assistir o filme irá entender) as coisas começam a andar. 

Outra questão que achei curiosa, é o debate sobre misogenia (aversão as mulheres, não confundir como homossexualidade, que é a não atração sexual), que a obra apresenta. 

De 0 a 10, dou nota 8 para o filme.

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