CRITICA: Black Mirror: Bandersnatch. Experiencia diferente que todos deveriam ter

Poder tomar a decisão pelos personagens fazem o envolvimento com a obra se aprofundar incrivelmente

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO.

Black Mirror Bandersnatch foi lançado no último sábado. Inspirado em alguns jogos de video games, a temática é sobre um jovem, que quer criar um jogo para vende-lo. 

A Cada momento, você é obrigado a decidir desde coisas simples, como o café da manhã do rapaz, até algumas decisões importantes, que mudam e impactam o destino da trama.

O Capítulo tem uma temática interessante, pois você pode muitas vezes escolher uma opção e voltar e escolher a outra novamente, para que você possa perceber se sua decisão alteraria ou não o destino do protagonista, em certos casos sim, outros não. 

Bandersnatch também trabalha o lado sádico do espectador, pois certas decisões  torturam a mente  e a vida do personagem principal. O episódio vai caminhando para um lado bem sombrio, e suas decisões muitas vezes acabam sendo tomadas de forma chocantes, mas necessárias, para dar sentido a vida que estamos "controlando". 

Black Mirror Bandersnatch quebra a quarta parede de forma muito intrigante, nos colocando dentro da obra, predendo a atenção do começo ao final, fazendo muitas vezes "brincarmos de Deus" com os personagens. Outra questão a se pensar, é que muitas vezes tentamos a todo modo dar um final feliz ao personagem, algo que talvez, com o passar do tempo, percebemos que não era possível.

É a primeira experiencia que tenho com esse tipo de obra. Foi um pouco diferente do Você Decide, onde escolhiamos o final, e não sabiamos o outro. Aqui, decisões são tomadas ao longo da trama, com o objetivo de se chegar a um determinado final, ou alterar o mesmo, e de forma instantanea e interativa, bem diferente das ligações telefonicas que tinhamos no programa da Globo, não necessariamente dando essa sensação de dominio, como temos aqui. 

Prepare-se para cenas fortes, e para sentir muita culpa, até porque, cada "desastre" que acontece, foi você quem fez com que ele acontecesse (ou não?). 

Nota 9,5 de 0 a 10, tanto pela história que é instigante, como pela interativade, que aumente ainda mais o clima "sombrio" do que acontece. 

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