CRITICA: Dragon Ball Super-BROLY. Personagens canonizados, e expectativa cumprida

Lutas foram boas, enredo do passado também. Somente trilha sonora poderia ter sido melhor

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO.

Muita nostalgia, animação maravilhosa, lutas elétricas e adversário notável. É mais ou menos assim que avalio Dragon Ball Super Broly. 

Na primeira metade do filme, vimos uma passagem anos antes dos acontecimentos atuais. Mostrando toda a origem dos Saiyajins, os acontecimentos do Planeta Vegeta na época, desde quando Freeza assumiu o exército que era do seu pai Rei Cold, pois o velho queria se aposentar, com passagens de personagens que há muito tempo os fãs da série não viam como Bardock o pai de Goku, Raditz, o irmão de Goku, Nappa, o fiel antigo escudero de Vegeta, e também Gine, a mãe de Goku, até então desconhecida nas obras audiovisuais, aparecendo somente em mangás. A história também mostrou o conflito do Rei Vegeta com Paragasus, que é o pai de Broly, quando o rei mandou o pequeno Saiyajin para fora do planeta Natal, para evitar que o lendário Super Saiyajin se desevolvesse, e causasse a destruição do planeta e problemas para eles, até o desenvolvimento de Broly. 

Na segunda metade, vimos o desenrolar dos acontecimentos atuais que culminaram na grande batalha entre Goku, Vegeta e Broly, também tivemos as motivações que Bulma e Freeza queriam as esferas do dragão, e eram curiosos os motivos.

O Grande destaque, além da passagem no passado, foi a luta entre Vegeta e Broly. A cada vez que Vegeta aumentava de poder, Broly rompia seus limites, e alcançava o Principe dos Saiyajins, fazendo Goku assumir o comando em seguida. 

O Filme deixou uma lacuna: Se Broly é realmente mal, ou está sendo controlado por Frezza e Paragusus? E qual o limite de Broly? Em determinado momento, Goku especula que ele pode ter superado Bills, o Deus da destruição, deixando assim, uma dúvida na cabeça dos fãs. 

Acho que a trilha sonora das horas da luta poderia ter sido melhor. Comparado com as do torneio do poder (utlima fase do anime antes do filme), como Ultimatle Battle (nome da música),  ficou bastante aquém. Mas isso não tirou o brilho de Dragon Ball Super Broly, que sem dúvida em termos de filme (sem contar os capítulos dentro do anime) foi o melhor até agora de Dragon Ball. Foi uma recriação de 2 filmes antigos da franquia. Dragon Ball Z , Bardock o pai de Goku, que foi o primeiro filme a contar a origem dos Saiajins, acho até que certas cenas desse filme, como o conflito entre Bardock e Rei Vegeta pelo trono real do planeta poderia ter sido aproveitado na obra atual, e Dragon Ball Z Broly, que foi o primeiro filme de Broly que contou a história da origem dele na época. Ele já havia aparecido não somente nesse filme, mas em outros dois filmes antigos de Dragon Ball, formando uma trilogia Broly (excluindo claro, esse filme atual), mas na época o personagem, que não fazia parte da cronologia oficial do anime, e os seus filmes eram parte de universo alternativo com histórias envolvendo os personagens, mas sem estar oficialmente na trama principal. Esse filme não somente oficializou o Broly como também oficializou Gogeta, a fusão entre Goku e Vegeta através da dança Metamoru. Essa fusão também havia aparecido no filme de Gogeta contra Jamemba, também uma cronologia não oficial. E agora ela está também oficializada. 

Senti falta também da relação Frezza/Bills, que foi a responsável por destruir o planeta Vegeta. Ela foi citada no primeiro filme Batalha dos Deuses, de 2013, mas acabou não se aprofundando nesse atual, nem foi citada inclusive, como eu acredito que deveria ter acontecido. 

A dublagem, feita pela Unidub, sob o comando de Wendel Bezerra como Goku, Alfredo Rollo como Vegeta, dentre outros, estava excepcional. Bezerra inclusive, estava tentando fazer um Goku mais jovial, aproximando um pouco mais do timbre da dublagem de Masaki Nozawa, dubladora japonesa, que tem uma voz mais aguda. 

A animação, lembrou os traços antigos da era Dragon Ball Z, em especial da Saga dos Saiyajins, que foi ao ar no Japão entre 1989 e 1990, e no Brasil, em meados dos anos 90. 

De 0 a 10, dou nota 9,5 para o filme.

O filme está em cartaz no Shopping Pátio Divinópolis, com sessões as 14h30 e 16h50, na sala 5.

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