CRITICA: Homem Aranha no Aranhaverso reproduz HQs nas telas do cinema

Várias versões do Spider prendem atenção, e ainda tem critica social inclusa

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO.

Uma grande experiencia foi assistir "Homem Aranha no Aranhaverso".  Premiado com o Globo de Ouro 2019 de melhor animação, a história traz como protagonista Milles Morales, de origem negra e latina, enfrentando todos os problemas da adolescencia, e ainda picado por uma aranha radiotativa que o faz adquirir os poderes, que antes só pertenciam a Peter Parker. 

Um cruzamento de dimensões, com outras versões alternativas do araquinideo das HQs, fazem a experiencia ser bastante interessante. Vimos Peter Parker, Homem Aranha Noir, Spider Woman, Porco Aranha ( Peter Porker),  e Peni Parker, todos personagens existentes em HQs. 

O Objetivo do cruzamento de dimensões é parar o vilão Rei do Crime, que quer abrir as realidades alternativas para cumprir seu objetivo de trazer uma outra versão de sua familia, que foi morta em sua realidade. Motivação interessante, que até humaniza um pouco o vilão, não sendo aquele objetivo clichê do mal feitor sempre querendo acabar com tudo, por puro prazer. 

O legal é que apesar da presença do clássico Peter Parker, que sempre foi o "verdadeiro" Spider-Man, o protagonismo fica todo com Milles, sua versão alternativa, e de suas caracteristicas e mudanças comportamentais relacionadas ao periodo da adolescencia, além de sua forte relação com seu pai, policial, e seu tio, que tem presença impactante na história. 

Durante o filme, vemos alguns balões de dialogo, que encontramos nas revistinhas, o que dá a sensação de que estamos vendo uma repordução fiel das obras nas telonas. 

A animação também está diferenciada. Os personagens principais como Parker e Morales, lembram bastante o estilo desenhado nos quadrinhos. O Porco Aranha se aproxima um pouco de desenhos animados, como seu "clone" da Looney Tunes, enquanto Peni Parker e seu robô, lembraram um pouco os clássicos animes japoneses. 

O Fato do protagonista ser negro e latino, reforça a importancia da representatividade, assim como a presença da heroína feminina Gwen, a Spider Woman, sem descaracterizar Peter Parker, que foi construido originalmente sendo homem e branco. 

Um ótimo e divertido crossover de "Aranhas", e uma deleite para os fãs de HQs. O mundo nerd irá ao delírio com esse filme, e o Globo de Ouro só reforça sua qualidade.

Apesar do filme ter sido produzido pela Sony, não pela Disney (detentora da Marvel), uma justa homenagem ao falecido Stan Lee foi apresentada. 

Dou nota 9, de 0 a 10.

Em exibição no Pátio Divinópolis: 3D dublado: 14h10, 16h40, 19h00 e 21h20 na SALA 1

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