terça-feira, 5 de Abril de 2016 12:08h Secretária de Cultura de Minas Gerias

FCS traz de volta a expertise lírica de Elba Ramalho com o projeto Sinfônica Pop

A expertise lírica de Elba Ramalho registrada no início da carreira da cantora poderá ser conferida nas apresentações da série Sinfônica Pop, um verdadeiro resgate feito pela Fundação Clóvis Salgado para a abertura da temporada do projeto em 2016

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a cantora, dona de voz inconfundível e considerada uma das grandes intérpretes da música popular brasileira, farão um verdadeiro percurso musical no repertório de Elba, com foco no potencial lírico de sua voz, fortalecida pelo canto coral e em apresentações musicais no teatro, antes de se dedicar exclusivamente à MPB.

Sob regência do maestro assistente da OSMG, Sérgio Gomes, esta apresentação alia o talento de Elba Ramalho à versatilidade da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

 

 

Para o presidente da FCS, Augusto Nunes-Filho, o potencial vocal de Elba Ramalho foi determinante para que a paraibana fosse a convidada para abrir o Sinfônica Pop desse ano. “Com esse encontro entre Elba e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, buscamos evidenciar a versatilidade tanto dos músicos, quanto da cantora. Assim, resgatamos a Elba que poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer, com uma voz tão especial que se encaixa perfeitamente à música sinfônica”.

Os arranjos, especialmente criados para a ocasião, são assinados pelo regente Marcelo Ramos e pelo músico Fred Natalino, e contemplam diferentes naipes da OSMG, como as cordas e os metais. O repertório, definido após criteriosa seleção, traz composições que se tornaram inesquecíveis na voz de Elba Ramalho, como Chão de Giz, De Volta Pro Aconchego, Asa Branca, O Meu Amor, Gostoso Demais e Avohai, entre outras.

 

 

 

Além dessas músicas, o público poderá conferir sucessos de artistas como Alceu Valença, Belchior, Chico Buarque, Ednardo, Geraldo Azevedo e, ainda, canções de Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Nando do Cordel entre outros grandes parceiros da cantora.

Ansiosa para se reencontrar com o público Belo-horizontino, Elba adianta que, ao lado da OSMG, a experiência musical será marcante. “Cantar com a imponência da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais é um privilégio. Procuro sempre oferecer o melhor de mim para o público, para que este seja um concerto memorável”, adianta.

 

 

 

Lírica, popular... versátil – Nesta apresentação, inédita com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Elba Ramalho retorna a uma das fases mais significativas de sua carreira. Composições como O Meu Amor, Dia Branco, Táxi Lunar, Paralelas e A Palo Seco são algumas representantes desse período.

Para Elba, revisitar essa fase é uma oportunidade de experimentar todas as possibilidades artísticas nesse concerto com a OSMG. “A atriz sempre está presente em todos os meus espetáculos. Em algumas situações, a atriz encontra espaço para se expressar mais, como neste momento, com a Sinfônica Pop, por exemplo”.

 

 

 

A ousadia do projeto Sinfônica Pop em trazer artistas populares para o universo sinfônico, sempre proporcionando ao público grandes e singulares espetáculos musicais, é uma das características que mais agrada à cantora. “Nossa música é muito rica, e reunir o popular e o erudito é um verdadeiro luxo. Sou suspeita, mas eu adoro”, diz Elba, que já está familiarizada com essa mistura entre estilos. Seu mais recente trabalho Cordas, Gonzaga e Afins (2014) é uma homenagem ao Rei do Baião, e conta com a participação do Grupo SáGrama e do Quarteto Encore.

Marca registrada do trabalho da cantora, a versatilidade musical também tem espaço garantido no concerto e reúne canções de artistas que sempre inspiraram a trajetória de Elba Ramalho. “Acrescentei composições do Mestre Gonzagão porque acho fundamental ter Luiz Gonzaga e Dominguinhos como presenças constantes no meu trabalho. A importância deles para a nossa música é imensa”, explica Elba, que também vai levar um pouco do forró, do maracatu, e de tantos outros estilos que definem o seu universo musical, para o Grande Teatro do Palácio das Artes.

 

 

 

Do teatro para a música – Ainda na Paraíba, a força lírica de Elba Ramalho se fazia notável. Ela iniciou a carreira cantando em corais. Em 1968, começou a tocar bateria na banda As Brasas, composta somente por mulheres. O conjunto musical se transformou em um grupo de teatro, mas Elba não deixou a música de lado. Nesse período, também participava de diversos musicais no Nordeste.

Foi em meados da década de 1970 que Elba abandonou os cursos de Economia e Sociologia para se dedicar exclusivamente aos palcos. Na capital fluminense, Rio de Janeiro, conheceu o sucesso após interpretar a canção O Meu Amor, ao lado de Marieta Severo, na Ópera do Malandro, de Chico Buarque. O dueto foi tão bem recebido pela crítica e pelo público que o compositor inseriu a música no álbum Chico Buarque, de 1978.

 

 

 

Depois do sucesso como intérprete, Elba lançou seu primeiro álbum, Ave de Prata, em 1979. O disco contava com composições de grandes nomes da música brasileira, entre eles, Zé Ramalho, um dos parceiros musicais mais antigos. Com o álbum de estreia, as fortes raízes nordestinas de Elba se espalharam por todo o país, mas sem perder a essência teatral que a acompanha desde o início da carreira.

“Talvez o grande público não tenha a noção da extensão do meu trabalho, mas a minha trajetória é marcada por esta grande diversidade. Definitivamente, gosto de cantar”, define Elba Ramalho, que aproveita para fazer um convite. “O repertório do concerto está muito bonito, tem uma certa sobriedade e me valoriza enquanto intérprete. Costumo dizer que eu, como cantora, posso escolher a canção mais bonita para cantar. Venham, pois vai ser lindo”, finaliza.

 

 

 

Sobre o Sinfônica Pop – A série Sinfônica Pop é uma iniciativa da Fundação Clóvis Salgado em que a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais convida artistas para apresentar o rico repertório de nossa música popular. Nessa parceria artística, a OSMG mostra toda a sua versatilidade, proporcionando ao público uma forma singular de fruição da MPB. Grandes nomes da música brasileira já se apresentaram ao lado da OSMG como Zizi Possi, Wagner Tiso, Nana Caymmi, João Bosco, Gal Costa, Rosa Passos, Milton Nascimento, Lenine, Ivan Lins, Mônica Salmaso, Filipe Catto e Luiz Melodia.

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