terça-feira, 18 de Outubro de 2016 11:47h Agência Brasil

Festival de teatro contemporâneo destaca a cena artística da Polônia

Treze atrações estrangeiras e quatro brasileiras, todas inéditas, integram a programação do 7º Tempo Festival, evento anual que ocupa de hoje (17) até domingo (23) diversos espaços culturais do Rio de Janeiro com um panorama da cena teatral contemporânea

Entre os destaques, estão espetáculos, vídeos, oficinas e debates que mostram a relevância cultural do teatro polonês e o novo espetáculo de um dos mais importantes diretores brasileiros, Aderbal Freire-Filho.

A cada noite, pelo menos um espetáculo terá sua estreia em um dos oito espaços do centro e da zona sul da cidade onde acontece o festival. A abertura foi na noite desta segunda-feira no Oi Futuro Flamengo, com as apresentações dos espetáculos Invisível, uma coprodução entre Brasil e Holanda, protagonizada pela atriz Mariana Nunes, tendo como pano de fundo a invisibilidade da mulher negra na sociedade brasileira, e de Pequena Narrativa (Small Narration), performance do  conceituado artista visual e diretor polonês Wojtek Ziemilski, que mistura diversas expressões artísticas combinadas a fatos históricos.

A homenagem à arte cênica produzida na Polônia está em sintonia com a proposta dos curadores Bia Junqueira, Cesar Augusto e Marcia Dias para esta edição do Tempo Festival, que tem a criação e a provocação como pilares. “O recorte da cena polonesa aponta para a vocação do teatro por excelência. Ou seja, teatro como lugar de expressão e maturação do ser social. Não é à toa que o teatro polonês se apresenta como berço de grandes nomes e referências que influenciaram a produção da riqueza cultural contemporânea”, diz Bia Junqueira.

Os outros espetáculos da Polônia que integram a programação do festival são Apocalipse, do diretor Michal Borczuch, Na Solidão dos Campos de Algodão, de Radoslaw Rychcik, e Ewelina Chora,de Anna Karasiska. Também haverá três encontros para debater a cultura do país, um sobre a obra do diretor de teatro e artista visual Tadeusz Kantor e mais dois com o dramaturgo e critíco Piotr Gruszczyski.

Outros destaques internacionais são: Eu, Malvolio (I, Malvolio), do ator, escritor e diretor inglês Tim Crouch, e a peça musical Vamos Fazer Nós Mesmos (Let's do it Ourselves), do coletivo Wunderbaum, um dos principais representantes da cena contemporânea da Holanda. No sábado (22), haverá no Oi Futuro a estreia nacional de A Paz Perpétua, com direção de Aderbal Freire-Filho, uma fábula teatral do dramaturgo espanhol Juan Mayorga protagonizada por três cachorros: Odin, Emanuel e John-John, interpretados, respectivamente, pelos atores João Velho, Cadu Garcia e José Loreto.

Os três disputam, através de um misterioso processo seletivo,  a prestigiada "coleira branca", que só é dada à elite canina de combate ao antiterrorismo. O texto teve tradução do próprio Aderbal e a montagem fica em cartaz até o dia 11 de dezembro no próprio Oi Futuro Flamengo.

O Tempo Festival está em cartaz nos teatros Carlos Gomes (Centro) e Gláucio Gill (Copacabana), e nos centros culturais Oi Futuro (Flamengo), Espaço Sérgio Porto (Humaitá), Sede das Cias (Lapa), Instituto CAL de Arte e Cultura (Glória), UniRio (Urca) e Galpão Gamboa (Gamboa). Todos os ingressos têm preços populares de até R$ 30 reais, a inteira, ou entrada franca.

A classificação é 14 anos. Informações sobre horários dos espetáculos e endereços das salas estão disponíveis no site www.tempofestival.com.br

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