sexta-feira, 29 de Abril de 2016 12:16h Atualizado em 29 de Abril de 2016 às 12:22h. Secretária de Cultura de Minas Gerias

No Dia Internacional da Dança, conheça o trabalho da Companhia Suspensa, grupo contemplado pelo edital Cena Minas

Com 17 anos de existência, trupe é conhecida pelas performances que misturam técnicas circenses e movimentos aéreos

Um dos principais grupos de dança de Minas Gerais, a Companhia Suspensa celebra o Dia Internacional da Dança com apresentação do espetáculo “Contaminação como processo de construção do movimento: A Margem”. A montagem foi viabilizada após a companhia vencer o Prêmio Fundação Clóvis Salgado de Estímulo às Artes Cênicas na categoria Montagem – Teatro e Dança. O público pode conferir a estreia a partir desta sexta-feira (29), na sala João Ceschiatti do Palácio das Artes. A montagem segue em cartaz até o fim do mês de maio.

 

 

 

A peça, que trata da interação entre pessoas, objetos e materiais, contou com a colaboração da bailarina Gabriela Christófaro e do artista plástico Pablo Lobato durante o processo de montagem. “Foi um trabalho desafiante, uma pesquisa que levou tempo e bastante envolvimento e colaboração. O grupo está bastante ansioso com a estreia, mas é um sentimento muito gratificante ao mesmo tempo”, conta Patrícia Manata, uma das integrantes.

 

 

 

Contemplado pelo edital Cena Minas em 2015, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, o grupo conseguiu aporte financeiro do Governo de Minas Gerais para realizar obras em sua sede, localizada no Vale do Sol, em Nova Lima, a fim de implementar melhorias no espaço de apresentações e ensaios. Uma das integrantes da comissão de avaliação do edital, a bailarina e coreografa Tânia Silveira, importante figura na cena de dança do Estado, avalia a importância desse fomento ao celeiro da dança. “O Governo de Minas deu um passo importante ao lançar editais específicos como o Prêmio de Artes Cênicas de Minas Gerais, que contemplou grupos e coletivos novos e oportunizou aqueles já consagrados na cena mineira”.

 

 

 

Aos 17 anos de vida, a companhia já deixou sua marca registrada nos palcos mineiros, graças à utilização de técnicas circenses e movimentos aéreos para criação de seus espetáculos. Formado por pelo trio de dançarinos Lourenço Marques, Patrícia Manata e Roberta Manata, o grupo surgiu em 1999 dentro do grupo de pesquisa “Sem os Pés no Chão”. Desde então, produz projetos de pesquisa, cursos, oficinas e apresentações. “A nossa companhia nasceu dentro de uma escola de circo, então o enfoque de trabalhar com objetos aéreos, como cordas e faixas, permaneceu. Hoje, os nossos espetáculos procuram ser sempre colaborativos, buscando mostrar as condições físicas humanas”, explica Patrícia.

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