sexta-feira, 14 de Outubro de 2016 11:37h Atualizado em 14 de Outubro de 2016 às 16:22h. Agência Brasil

Nobel a Bob Dylan é grande precedente, dizem especialistas

A escolha de Bob Dylan como vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2016 pela Academia Sueca surpreendeu o mundo ontem

O cantor foi premiado por “ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana”. Conhecido por ser um artista reservado, o norte-americano ainda não se manifestou sobre a conquista do prêmio.

“Claro que não foi a poesia, nem mesmo cantado poesia. É por compôr música, é contar histórias, é o ruído elétrico, é um trovador explorando as invenções das novas mídias do seu tempo [amplificadores, microfones, estúdios de gravação, rádio] para o desempenho literário a forma como os dramaturgos ou roteiristas fizeram uma vez. É amor, é roubo, é o fogo que ele construiu na Main Street [rua principal] e disparou cheio de buracos. Ele não ganhou por Crônicas[autobiografia escrita por Dylan], a melhor memória do rock & roll de todos os tempos. Ele não ganhou por Tarântula, seu famoso e indecifrável romance. Ele não ganhou por seus versos líricos, que permanecem cheio de erros que ele nunca se preocupou em corrigir”, disse o articulista da revista norte-americana especializada em música Rolling Stones, Rob Sheffield. “Ele ganhou por inventar maneiras de fazer canções que não existiam antes”.

Para o crítico musical e apresentador da Rádio Nacional, Tárik de Souza, o prêmio Nobel de Literatura concedido a Dylan é “um precedente incrível”. “Ele realmente deu uma consistência aorock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse à Agência Brasil.

O cantor foi premiado por “ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana”. Conhecido por ser um artista reservado, o norte-americano ainda não se manifestou sobre a conquista do prêmio.

“Claro que não foi a poesia, nem mesmo cantado poesia. É por compôr música, é contar histórias, é o ruído elétrico, é um trovador explorando as invenções das novas mídias do seu tempo [amplificadores, microfones, estúdios de gravação, rádio] para o desempenho literário a forma como os dramaturgos ou roteiristas fizeram uma vez. É amor, é roubo, é o fogo que ele construiu na Main Street [rua principal] e disparou cheio de buracos. Ele não ganhou por Crônicas[autobiografia escrita por Dylan], a melhor memória do rock & roll de todos os tempos. Ele não ganhou por Tarântula, seu famoso e indecifrável romance. Ele não ganhou por seus versos líricos, que permanecem cheio de erros que ele nunca se preocupou em corrigir”, disse o articulista da revista norte-americana especializada em música Rolling Stones, Rob Sheffield. “Ele ganhou por inventar maneiras de fazer canções que não existiam antes”.

Para o crítico musical e apresentador da Rádio Nacional, Tárik de Souza, o prêmio Nobel de Literatura concedido a Dylan é “um precedente incrível”. “Ele realmente deu uma consistência aorock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse à Agência Brasil.

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