sexta-feira, 1 de Julho de 2016 14:46h

Projeto da UEMG Divinópolis concorre a prêmio nacional sobre preservação do patrimônio cultural

Um projeto realizado pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Unidade Divinópolis, é um dos finalistas da categoria II do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, em sua 29ª edição

Tratamento e divulgação do acervo do Arquivo Histórico de Pitangui é o nome do projeto, de pesquisa e extensão, que é desenvolvido há 12 anos e tem por objetivo higienizar, organizar e catalogar toda a documentação do arquivo e acervo histórico da cidade de Pitangui, no Centro-Oeste de Minas Gerais, que se localiza a cerca de 60 quilômetros de Divinópolis. “O trabalho realizado em Pitangui é o de preservar essa riqueza de documentação histórica que tem lá”, explica a professora Flávia Lemos, coordenadora do Cemud.

 

No total, 220 projetos foram inscritos ao prêmio e 60 foram habilitados como finalistas nas categorias I e II. Os projetos, de 22 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, serão analisados pela Comissão Nacional de Avaliação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

A professora Flávia Lemos destaca, ainda, a importância de concorrer a este prêmio: “O IPHAN é um órgão que tem mais de 80 anos e faz um trabalho muito importante sobre o patrimônio. Então, para nós, termos uma ação reconhecida como uma ação de proteção do patrimônio é ótimo. Por isso, só de ter se tornado finalista do prêmio já é algo muito positivo”.

 

A seleção foi feita a partir de todos os projetos inscritos por Estado e, posteriormente, a Comissão Nacional escolheu os finalistas das duas categorias. Conforme ressalta o IPHAN, “na primeira categoria, foram contempladas iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural, envolvendo identificação, reconhecimento; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro”. Já na segunda categoria “foram contempladas iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural, que visam valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades”.

 

Em Minas Gerais, apenas três projetos estão entre os finalistas. Além do já mencionado, “Guia Online de Bens Tombados” concorre na categoria II; já o projeto “Som dos Sinos” concorre ao prêmio na categoria I.

 

Os oito vencedores do prêmio, que receberão um valor de R$ 30 mil, serão definidos nos dias 27 e 28 de julho. O valor será pago para estimular e reconhecer as diversas iniciativas de preservação, salvaguarda e gestão compartilhada do patrimônio cultural.

 

O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é a maior premiação com vistas à promoção e preservação do patrimônio cultural de todo o país.

 

Para conhecer os outros finalistas, acesse o site do IPHAN.

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