sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016 11:41h Agência Brasil

Projetos de criação artística receberão bolsa mensal de R$ 3 mil durante um ano

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançaram ontem (28), em parceria inédita, edital para a seleção de projetos individuais de criação

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançaram ontem (28), em parceria inédita, edital para a seleção de projetos individuais de criação, experimentação e pesquisa artística em todo o estado. As inscrições poderão ser feitas a partir de hoje (29), nos portais da SEC ou da Faperj e se encerrarão no final de março.

“Essa parceria é inédita, porque toda a linha da Faperj sempre foi muito ancorada pela vida acadêmica e agora, junto com a SEC, a gente tem a possibilidade de ofertar um leque bastante significativo na área da pesquisa, que não seja, necessariamente, ancorado na academia”, informou a secretária de Cultura do estado, Eva Doris Rosental.

Serão selecionados 20 projetos de artistas e profissionais, que receberão bolsa mensal no valor de R$ 3.050,00 pelo prazo de um ano, totalizando R$ 816 mil. Os projetos se dividem em duas categorias.

Serão concedidas até 12 bolsas para qualquer área da criação artística, sem limitação prévia de formato. “É toda uma reflexão ou pensamento em torno, por exemplo, de uma peça coreográfica. Pode ser em cima de fotografia, pode ser um pensamento sobre planejamento urbano. É algo mais aberto”. Podem concorrer projetos de artes integradas, artes visuais, audiovisual, música, artes cênicas, literatura, culturas populares, arquitetura, memória e patrimônio, que resultem em ações, obras ou processos inéditos para apresentação ou exposição pública.

A segunda categoria é mais calcada no formato textual e envolve a concessão de oito bolsas. Eva Rosental salientou, porém, que isso não significa que tenha que ser um texto de dramaturgia, de ficção ou um roteiro de cinema. “Pode ser um ensaio crítico ou da criação de uma narrativa”.

O edital estabelece que cada bolsista deverá ter um orientador, vinculado a uma universidade, para participar do processo seletivo. “Isso é muito importante”, disse Eva, porque apesar de ser um programa de bolsa de criação artística, não significa que esse pesquisador não será orientado. A troca com o orientador é  “extremamente frutífera”, segundo a secretária, porque ele terá um interlocutor com quem poderá dialogar no decorrer do processo. “A gente é totalmente favorável a que a universidade esteja cada vez mais junto disso”. O programa estabelece uma “ligação orgânica” entre cultura e educação, enfatizou.

Eva Rosental espera que o “casamento” com a Faperj resulte no lançamento de outros programas. A SEC pretende lançar um novo pacote de bolsas para o segundo semestre com uma configuração um pouco diferente, mas o objetivo continua sendo baseado na criação artística. O edital poderá englobar áreas específicas, como composição para música de câmara ou algo relacionado a museus,  sugeriu a secretária. “A gente começa abrindo para todas as linguagens artísticas e depois pode pensar em uma coisa mais focada, porque vai avaliando o resultado na prática”.

A SEC quer fazer também seminários em conjunto com a Faperj para reflexão sobre cultura e arte no país e no mundo.

A divulgação dos selecionados está prevista para maio. Os projetos terão início a partir do momento da assinatura do contrato, prevista para ocorrer entre junho e julho próximos,.

Eva Rosental disse que o retorno aos editais da SEC tem sido muito positivo. Ela espera que o edital lançado hoje receba inscrições do interior fluminense, onde existem muitos polos avançados de universidade. “A gente luta muito para que o estado seja contemplado”.

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