segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016 12:39h Atualizado em 22 de Fevereiro de 2016 às 12:42h. Agência Minas

Sala Minas Gerais e Orquestra Filarmônica vencem Grande Prêmio Concerto

Ação do Governo de Minas Gerais, por meio da Codemig e da Secretaria de Cultura, foi reconhecida como um dos principais marcos da música clássica brasileira nos últimos anos

A grandiosidade da Sala Minas Gerais e a excelência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foram o grande destaque do Prêmio Concerto 2015, considerada a principal distinção da área no Brasil. A lista de vencedores foi divulgada pela primeira edição de 2016 da revista Concerto.

A publicação destaca que o investimento do Governo do Estado de Minas Gerais na criação e na manutenção da “magnífica Sala Minas Gerais” é um dos principais marcos da música clássica brasileira nos últimos anos. O espaço — construído com recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) — e a Orquestra Filarmônica venceram na categoria Grande Prêmio Concerto 2015, tanto pelo júri especializado quanto pelo voto popular, mediante o “padrão de qualidade atingido, que ajudou a transformar Belo Horizonte em um dos polos da música clássica”, como cita o periódico.

O objetivo da premiação é valorizar e fomentar a atividade musical clássica, reconhecendo e divulgando eventos e protagonistas da cena clássica ou de grandes acontecimentos que marcaram a temporada. Em sua quarta edição, o Prêmio Concerto indicou 18 finalistas em seis categorias: Ópera, Música Orquestra, Música de Câmara/Recital/Coral, Jovem Talento, CD/DVD/Livro e o Grande Prêmio, conquistado pela Orquestra Filarmônica e pela Sala Minas Gerais. Os leitores do site www.concerto.com.br e da revista Concerto também puderam votar nos indicados de cada categoria, conferindo o Prêmio Concerto – Voto do Público.

Em matéria especial, a revista Concerto salienta que a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais conquistou um lugar de destaque na cena musical brasileira, tornando-se referência, com um projeto artístico consistente.

“Sob direção artística e regência do maestro Fabio Mechetti, de volta ao Brasil após anos nos estados Unidos, o grupo atraiu para Belo Horizonte um ótimo time de solistas e maestros convidados, interpretando um repertório diversificado e realizando projetos importantes, que já se instalaram de modo definitivo no calendário, como o concurso destinado a jovens compositores e o laboratório de regência”, narra a publicação.

O periódico ressalta que, em 2015, com a inauguração da Sala Minas Gerais, o trabalho da Filarmônica deu um salto em quantidade e qualidade: o número de concertos mais que dobrou, de 24 para 57 apresentações, e houve aumento de 57% no número de assinantes. Para 2016, a revista pontua que novas séries serão mantidas e que o grupo dedicará atenção especial à obra de Mozart, por exemplo.

 

 

 

Sala Minas Gerais

Em fevereiro de 2015, o Governo do Estado abriu as portas da Sala Minas Gerais, do Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, em Belo Horizonte, com o concerto que inaugurou a temporada 2015 da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A obra, integralmente custeada pela Codemig, contribui para inserir o Estado no roteiro internacional dos grandes concertos de música erudita.

A Sala de Concertos foi o primeiro espaço do Centro de Cultura aberto ao público, sendo projetada com alta tecnologia e capacidade para 1,4 mil espectadores. O ambiente permite que orquestras reconhecidas mundialmente possam se apresentar em Belo Horizonte, proporcionando oportunidade para intercâmbios musicais e experiências sonoras inéditas.

A acústica da Sala é comparável ao nível das melhores salas do mundo. Além de ter estrutura para receber grandes orquestras, o espaço amplia a capacidade de atuação das orquestras do estado, bem como seus programas educativos e sociais que visam à formação de público.

Resultado de esforço travado por profissionais de notória competência, do Brasil e do exterior, a Sala Minas Gerais se equipara aos mais consagrados espaços do mundo que se dedicam à fruição e ao aprendizado da música erudita.

O arquiteto José Nepomuceno, responsável pelo projeto do interior da Sala, reuniu uma equipe que se debruçou sobre um modelo físico em escala, modelos computacionais e investigações de salas de referência ao redor do mundo. Essa busca viabilizou a definição da performance sonora idealizada, que, por sua vez, possibilitou a execução do formato arquitetônico para o apuro do som orquestral.

O espaço é dotado de áreas de público e técnicas e salas de ensaios individuais e coletivas, além de infraestrutura para gravações de áudio e vídeo, iluminação cênica, pontos de apoio para equipes de televisão, segurança e demais instalações dotadas de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais.

Foram previstos três pavimentos de garagens, resultando em um estacionamento com cerca de 500 vagas, para atender o público em noites de concertos, importante diferencial em relação às casas de espetáculos existentes na cidade.

O Centro de Cultura, além da Sala Minas Gerais, abrigará as sedes da Rede Minas de Televisão e da Rádio Inconfidência, emissoras públicas do Estado. Trata-se de um marco histórico para a trajetória das duas emissoras, que nunca tiveram sede própria. Ocupando uma área de 41.258,03 m², o Centro de Cultura está localizado na Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto.

O projeto inclui, ainda, um casarão restaurado com serviços de alimentação e uma grande praça pública, que harmoniza o prédio com o seu entorno. A obra, que teve início em 2013, tem a previsão de iniciar suas atividades em 2016.

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