sexta-feira, 11 de Março de 2016 13:39h Secretária de Cultura de Minas Gerias

Servidores da Cidade Administrativa podem visitar exposição itinerante da Filarmônica

Com o objetivo de humanizar e dinamizar o ambiente de trabalho, a Secretaria de Estado de Cultura e a Intendência, em parceria com o Instituto Cultural Filarmônica

Com o objetivo de humanizar e dinamizar o ambiente de trabalho, a Secretaria de Estado de Cultura e a Intendência, em parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, abriram, nesta sexta-feira (11 de março), a exposição Música sem mistério, na Cidade Administrativa de Minas Gerais (CAMG). A mostra fica até 11 de maio disponível ao público.

 

 

Para Diomar da Silveira, presidente do Instituto Cultural Filarmônica, a exposição está seguindo um caminho itinerante certo. “Essa mostra começou no aeroporto de Confins, nada mais coerente do que vir passar uma temporada aqui na Cidade Administrativa, ponto certo do trajeto”, explicou o presidente que também contou que a iniciativa foi balizada pela necessidade de aproximar o cidadão à música clássica, de maneira educativa.

O secretário de Estado de Cultura destacou o patamar de excelência a que chegou a Filarmônica. “Recebemos aqui um dos emblemas culturais de Minas Gerais e do Brasil. Em âmbito nacional, não há uma formação orquestral tão importante como a Filarmônica de Minas Gerais e temos o grande empenho do Governo Fernando Pimentel de consolidar e garantir desse trabalho excepcional”.

 

 

 

O trio de madeira, composto pelos músicos integrantes da orquestra: Marcus Lander, na clarinete, Israel Muniz, com o Oboé, e Victor Morais, no Fagote, foi o grande chamariz para o público da Cidade Administrativa assistir à abertura do evento, como conta a servidora da Intendência Marcela Pires. “A apresentação da Filarmônica é a oportunidade de trazer até o servidor um pouco de cultura, com a música clássica. É um presente para nossos ouvidos”.

Também estiveram presentes na abertura o diretor artístico e maestro da orquestra, Fabio Mechetti, e o subsecretário de Gestão de Estratégia Governamental, César Lima.

 

Quebrando tabus

Buscando colaborar para o fim da falsa ideia de que a música orquestral é uma arte para iniciados, que é preciso entender para gostar, a exposição Música sem mistério é composta por dez painéis expositivos. Se, por um lado, a música não exige nenhum conhecimento prévio para tocar as pessoas, por outro é inegável que, quanto mais oportunidades existem para conhecê-la, mais interessante ela se torna.

 

 

E, assim, nos dez painéis expositivos, o público poderá conhecer um pouco sobre Beethoven, exemplo de autossuperação e de entrega determinada ao cumprimento da missão da qual acreditava estar investido: a de ser, pela música, testemunha da humanidade. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra Filarmônica e construída especificamente para a música sinfônica, é apresentada por pessoas do público que compareceu ao concerto de abertura, realizado em 28 de fevereiro de 2015, quando foi interpretada a Sinfonia nº 2 em dó menor, "Ressurreição", de Gustav Mahler.

 

 

Para revelar os instrumentos que compõem uma orquestra, uma narrativa enlaça cinco obras musicais: Guia Orquestral para Jovens, de Benjamin Britten; Serenata para cordas em Dó maior, de Piotr Ilitch Tchaikovsky; Pequena Sinfonia, de Charles Gounod; Fanfarra para um homem comum, de Aaron Copland, e Batuque, de Lorenzo Fernandez. A música de câmara é mostrada em vídeos com o Quarteto de Cordas, o Quinteto de Metais, o Grupo de Percussão e o Quinteto de Sopros. Para introduzir uma noção da arquitetura da música, dois vídeos exploram as formas musicais poema sinfônico e choro.

 

 

 

Orquestra e sociedade

Minas Gerais tem entendido Cultura como processo contínuo de educação e aprimoramento do ser humano para a transformação da sociedade em algo melhor. Para o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, a exposição é, na verdade, um convite para que todos conheçam a Sala Minas Gerais e a extraordinária qualidade alcançada pela nossa Filarmônica.

De certo modo, uma orquestra é uma metáfora da sociedade, como um microcosmo da sua dinâmica. Para o diretor artístico e regente titular da Filarmônica, Fabio Mechetti, a mesma pluralidade de pessoas que compõe uma sociedade também compõe uma orquestra. “Em ambos os universos, papéis individuais são desempenhados em benefício do todo. Na Filarmônica, entendemos que uma orquestra de excelência pode contribuir muito para esse processo. Em uma orquestra de excelência, aprendemos e vivenciamos arte como prática reveladora de nós mesmos, músicos, técnicos e público. Reconhecemos nossa interdependência como pessoas que vivem e fazem a história”, conclui.

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