segunda-feira, 11 de Novembro de 2013 05:53h

A COMPLEXIDADE DA GERAÇÃO DE ENERGIA

Depois do acidente na usina nuclear de Fukoshima no Japão uma grande onde de temor tomou conta dos japoneses que trataram de desligar dezenas de usinas nucleares pelo país. Mas, apesar desta aparente solução, descobriram, com o tempo, que as fontes de ene

Depois do acidente na usina nuclear de Fukoshima no Japão uma grande onde de temor tomou conta dos japoneses que trataram de desligar dezenas de usinas nucleares pelo país. Mas, apesar desta aparente solução, descobriram, com o tempo, que as fontes de energia alternativa como as termoelétricas, não seriam suficientes para atender a demanda da população e da indústria.
Desta forma, foram obrigados a retornar com o funcionamento de diversas usinas nucleares. Mas, a pulga continuou atrás da orelha dos japoneses que não dormem em serviço, iniciando um novo processo de geração de energia, principalmente no meio industrial. Várias empresas estão adotando formas alternativas e descentralizadas de obtenção de energia em substituição a energia nuclear.
Dentre elas está a utilização de gás natural e principalmente de painéis solares.  Eles sabem que, de imediato, estas práticas não serão capazes de substituir totalmente as fontes de energia nuclear, mas já é um começo. A Alemanha, a principal economia européia tem um dos maiores parques eólicos do planeta para geração de energia, mas sabe que ainda falta muito para substituir definitivamente a energia nuclear, se isso for realmente possível. Mas, assim como o Japão, estão trilhando o caminho da geração de energia alternativa que substitua, mesmo que parcialmente, as fontes nucleares.
A Espanha tem desenvolvido de forma intensa técnicas eficientes de geração de energia elétrica utilizando a energia solar. Energia das marés, das ondas, da terra, a chamada energia geotérmica, tem sido motivo de pesquisas ao redor do mundo em diversos países.

 


O Brasil é o principal produtor de energia renovável do mundo através das suas hidrelétricas, mas com grandes impactos ambientais, apesar de todos os cuidados tomados pelos responsáveis pelo empreendimento; da grande cobrança dos órgãos ambientais em relação a redução dos danos causados e da compensação ambiental, ou seja, recuperar uma área degradada superior a área que está sendo destruída. 

 


O Brasil precisa investir cada vez mais nas pesquisas de geração de energia alternativa para diversificação da nossa matriz energética, reduzindo um pouco a pressão sobre as hidrelétricas. O desenvolvimento de novas tecnologias não irá substituir o potencial hidrelétrico que possuímos, mas irá reduzir significativamente a necessidade de construção continuada de novas hidrelétricas.  Temos que acordar para esta nova realidade, não apenas o governo mas também a iniciativa privada e seus empresários, assim como o governo e os empresários japoneses já acordaram.
Não adianta impedir a construção das hidrelétricas pelo país se não temos como fornecer novas fontes de energia para todos: indústria e cidadão. Barrar judicialmente a construção da hidrelétrica de Belo Monte no Pará não tem fundamento ambiental considerando que todas as condicionantes ambientais estão sendo cumpridas. Além dos milhões de dólares que serão investidos na compensação ambiental outros milhões serão investidos no âmbito social apoiando com recursos e ações as diversas cidades e comunidades localizadas na região da hidrelétrica sem contar os impostos que serão gerados para a região. Acorda Brasil!

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