sábado, 30 de Janeiro de 2016 05:22h Mariana Gonçalves

A crise econômica não precisa ser tão ruim como parece

Em tempos de economia instável, o jeito é se virar como pode! Nesse momento, a criatividade tem tirado muitos brasileiros do sufoco

Mal começou 2016, e a crise parece ser o termo que comandará esse ano. Política, água, energia, economia: não faltam temas para previsões catastróficas. Diante desse cenário, não é pessimista dizer que muitas empresas e até setores inteiros passarão por dificuldades financeiras nos próximos tempos. Daí cabe a cada profissional utilizar da criatividade para não ser levado junto aos destroços da ‘crise’.
O diretor das Unidades Regionais da Faculdade UNA, Wilfred Sacramento Costa Júnior, esteve na sede do Jornal Gazeta do Oeste e, na oportunidade, falou sobre o que se espera do mercado e o que as pessoas podem fazer para minimizar os efeitos dessa instabilidade econômica.

 


De acordo com Wilfred, numa visão de análise mais próxima do cenário em que estamos inseridos, de fato, o mercado não apresenta premissa de sucesso para praticamente nenhum setor, mas nem por isso as pessoas precisam desanimar. O que está sendo pedido neste momento é uma reinvenção – de mercado e de profissionais. “O que nós temos visto nesse encolhimento da economia é como se fosse um círculo vicioso, porque as pessoas ficam mais temerosas nos investimentos pessoais, mesmo aquelas que ainda estão empregadas ficam com receio de gastar, de quanto elas podem se endividar, e isso reflete no mercado como uma queda de valor econômico – de dinheiro em circulação, que, por sua vez, as fábricas deixam de produzir, as lojas deixam de comprar e esse círculo vai se fechando e é onde está instalada a crise”, pontua o diretor, salientando ainda as possíveis alternativas para o momento. “A gente tem visto algumas inovações, onde as pessoas passam a ser mais criativas nesse momento de crise, e essa criatividade muitas vezes vem do perfil da pessoa e da educação que ela tem, enquanto muitas pessoas só veem o lado ruim, as outras buscam ganhar oportunidades”, destaca.

 

 

TEMPO DE UMA REVISÃO INTERNA

É hora de sair da zona de conforto e fazer uma reorganização empresarial, conforme explica o diretor regional da UNA.“Tenho visto em algumas empresas que presto consultoria, os gestores pegando esse tempo de baixa produtividade para organizar seus espaços internos, para conseguir planejar um pouco mais a longo prazo, saber que, já que 2016 será um ano aparentemente difícil, tentar melhorar para 2017. Então, são pessoas que estão procurando aproveitar o momento de crise para colocar a casa em ordem”, afirma.

 

 

SEJA VOCÊ A MUDANÇA

Não é de hoje que escutamos falar que quanto mais qualificado o profissional está, mais chances de ocupar um bom lugar no mercado ele tem, mas em tempos de crise, até mesmo o investimento pessoal torna-se algo mais pesaroso, devido às incertezas de futuro. “Se eu estou preocupado com a minha empregabilidade, e eu sei que a minha empresa precisa que eu me qualifique, que eu seja um profissional melhor, eu posso apostar no meu desenvolvimento e continuar investindo na minha qualificação, até porque eu preciso saber que, para permanecer empregado, eu preciso estar mais qualificado porque o mercado à minha volta está cheio de profissionais que, muitas das vezes, têm um conhecimento maior do que eu tenho e podem ocupar meu lugar na empresa (não porque eu não seja um bom profissional, mas porque minha empresa precisa de pessoas que realmente possam ser as melhores possíveis). Qualificação nunca é demais”, acrescenta Wilfred.

 

 

Colaboração: Carina Lelles
 

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