quinta-feira, 26 de Março de 2015 09:58h Atualizado em 26 de Março de 2015 às 10:00h. Pollyanna Martins

ACCCOM comemora 20 anos com pacientes e voluntários

A Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (ACCCOM) comemorou no último dia 20 de março, 20 anos

A associação realizou nessa quarta-feira (25), uma festa para comemorar com os pacientes, funcionários e voluntários essa data especial. A ACCCOM, que atende atualmente cerca de 400 mil pacientes por ano, que vêm de mais de 86 municípios do Estado de Minas Gerais, e trata de vários tipos de câncer, começa essa nova fase com uma grande conquista, que é a compra do segundo acelerador linear.
Segundo a gerente de comunicação da associação, Consuelo Fonseca, esta conquista irá trazer resultados diretos para os pacientes, pois este aparelho é o responsável pela radioterapia, uma vez que o atual aparelho atende acima da sua capacidade. “O aparelho já está no porto seco de Betim, e deve estar em Divinópolis até o final deste mês, para ser instalado e começar a trabalhar. Como o nosso aparelho atende muito acima da sua capacidade, gera eventualmente uma quebra, fica parado, precisa de manutenção e prejudicam muito os tratamentos, o novo aparelho vai melhorar muito para os pacientes. A gente agradece aos nossos doares, e parceiros, porque nós só conseguimos por causa dessa ajuda”, frisa.
Outra novidade que a ACCCOM traz nesse aniversário, é o lançamento do Centro da Mulher. A associação, que conta além do hospital, com a casa de apoio e um centro assistencial em Divinópolis, pretende fazer do centro de mulher no futuro, um centro de diagnósticos avançados. “Nessa primeira fase do Centro da Mulher, ele vai ser de diagnósticos dos principais cânceres da mulher, como o câncer de mama, no colo de útero e no ovário. Mas também vai ser um lugar para palestras, para orientação e educação continuada de profissionais de saúde. Nós vamos buscar melhorar o diagnóstico, porque a associação viu que era um tópico que precisava de mais atenção, de carinho e cuidado. O centro vai ter esse diagnóstico com mais rapidez e exatidão”, explica.

 

VOLUNTÁRIOS
Atualmente a ACCCOM possui mais de cem voluntários, que se dividem em várias atividades, como o café com prosa e o momento de oração. “Quem quiser se voluntariar será muito bem vindo. Aqui tem várias funções, é um cafezinho que os voluntários servem na casa de apoio, na casa assistencial ou no hospital, uma conversa, um acalanto. Às vezes o paciente sai cedo de casa e não tem o que comer, os voluntários fazem todo esse trabalho de acolhimento. Temos os voluntários que fazem oficinas de oração, que tem para católicos, evangélicos e espíritas”, descreve. Para se voluntariar, o interessado deve procurar a Casa de Apoio, que fica na Rua Topázio, N° 500, Bairro Niterói, ou através do telefone (37) 3229-8309.

 

DOAÇÕES
A ACCCOM gasta mensalmente cerca de R$500 mil. Conforme Consuelo, para manter o local a associação vive praticamente das doações, que são de extrema importância. Para arrecadar os recursos, a ACCCOM mantém um setor de telemarketing. Mas quem ainda não foi contatado pelo setor e tiver interesse em doar pode ligar no telefone (37) 3512-1525 e fazer a sua doação. “A pessoa pode dizer um sim para uma captadora de recursos que ligar para a sua casa, ou pode ligar na ACCCOM e dizer que quer fazer uma doação. Essa doação pode ser feita periódica que nos ajuda muito. Toda doação é bem vinda. Às vezes a pessoa pensa assim ‘ah, mas eu vou doar tão pouco’, mas é o pouco de muitos, e a gente precisa sim desse pouco. A pessoa pode se tornar um doador permanente através da conta de energia, de água, ou ainda com o mensageiro, tem várias formas de ajudar”, informa.

 

PACIENTE
A paciente Maria Gorete Ferreira Pelegrino foi diagnosticada com câncer de mama e iniciou seu tratamento na ACCCOM em outubro de 2011. Ela conta que assim que recebeu o resultado dos exames, seu médico já marcou a cirurgia para a retirada da mama, e as sessões de radioterapia e quimioterapia. Segundo a paciente, que hoje está curada, o apoio que recebeu da associação foi fundamental para a sua recuperação. “No início a gente sofre, eu assustei com o diagnóstico, mas graças a Deus tudo foi encaminhando. Foi maravilhoso o recebimento que eu tive na ACCCOM. Fiz acompanhamento com psicólogo, com fisioterapeuta. A gente fica sem chão, e lá desde a primeira pessoa até o mais alto lá dentro, tratam os pacientes com muito carinho e respeito. E o mais importante, sempre com um sorriso”, emociona.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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