quarta-feira, 18 de Março de 2015 10:47h Atualizado em 18 de Março de 2015 às 10:51h. Mariana Gonçalves

ACCCOM comemora vinte anos de atuação no centro oeste

Os 20 anos da Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (Acccom) serão comemorados na solenidade realizada nessa sexta-feira, a partir das 19:30h, no Teatro Municipal Usina Gravatá

De acordo com o presidente voluntário da Acccom, Wilson Martins de Freitas, a instituição tem muito que celebrar, pois durante esses vinte anos de existência, diversas famílias puderam receber apoio e tratamento necessário para enfrentar o câncer. Por meio das doações, que alias, é o único meio de sobrevivência da Acccom, a instituição pôde construir e hoje está mantendo a Casa de Apoio, Centro Assistencial, Centro de Reabilitação Oral e Prevenção e o Hospital do Câncer – apenas a construção do espaço e os equipamentos foram custeados pela associação, pois a mesma passou a gestão do hospital para a direção administrativa do Hospital São João de Deus (HSJD).
“Sem os doadores, nada disso seria possível, então gostaria de agradecer a todos os nossos colabores. Temos em média cem mil doadores, e é com esse recurso que levamos o nosso trabalho. Graças a Deus nunca nos faltou, o povo é muito caridoso, infelizmente hoje a maioria das famílias tem algum membro que já passou ou ainda passa pelo câncer, e isso realmente toca as pessoas” diz Wilson.
A instituição é totalmente transparente, principalmente no que tange o financeiro, o presidente faz questão de destacar que a verba é gerida com muito cuidado e zelo, sempre em prol do paciente oncológico. Além dos serviços que a instituição já oferece, está para começar a construção de mais um espaço, que irá acolher inicialmente pacientes mulheres, com previsão futura para atendimento aos homens também. “Vamos lançar a pedra fundamental do Centro da Mulher nesse sábado, com a presença do bispo que irá nos abençoar. Esse espaço será de prevenção e diagnóstico. Prevenir é melhor que remediar, então teremos nesse centro, equipamentos modernos para fazer mamografia, tomografia e ultrassom. Futuramente, estamos pensando em ampliar o local para beneficiar os homens”, conta o presidente da associação.


HSJD

Acompanhamos a crise do Hospital São João de Deus (HSJD) praticamente desde o seu inicio, no ano passado, devido aos vários problemas na unidade ligados ao financeiro, boatos rodaram pela cidade, cogitando uma possível interrupção nos serviços feitos dentro da unidade hospitalar, o que inclusive chegou a acontecer, como a maternidade, por exemplo, mas após alguns dias, voltou a funcionar. No entanto, existem setores dentro do hospital que continuam sendo afetados diretamente, como os serviços de oncologia realizados pelo Hospital do Câncer. “A crise prejudicou o paciente oncológico, porque diminuiu o número de atendimentos, e de procedimentos realizados no hospital. Mas entendemos a situação do HSJD, e temos agido de forma a ajudar o máximo possível o hospital do câncer. Acreditamos em uma solução para a crise, afinal, são 54 cidades que vêm fazer tratamento no hospital”, pontua Wilson.

TRAJETÓRIA

A associação nasceu em 21 de março de 1995, mas antes mesmo dessa data, a região já tinha uma demanda grande de pacientes oncológicos, segundo Wilson, as dificuldades, principalmente, em se fazer o tratamento, era algo que muitas das vezes desanimavam o paciente e o seu acompanhante, já que os mesmos tinham que se deslocar até Belo Horizonte para as consultas e exames. “Nisso tínhamos o problema do transporte, da acomodação e alimentação, tanto do paciente quanto de seu acompanhante, e a maioria dos pacientes eram pessoas sem muitos recursos, foi aí que surgiu a ideia de construir a associação. A associação nasceu dentro do Rotary Clube Divinópolis, onde teve uma assembleia, em que Rafael Assunção Vaz foi eleito como o primeiro presidente da Acccom”, conta o presidente da instituição.
Os demais presidentes da associação foram: Moisés de Andrade, Leides Nogueira da Silva, Januário Ferreira Valério.
Como já mencionado, o primeiro objetivo foi construir o Hospital do Câncer e posteriormente, acolher os pacientes de outras cidades que não tinham onde ficar para se tratarem diariamente em Divinópolis, então, foi construída a Casa de Apoio. Contudo, no intuito de que essas pessoas continuassem sendo cada vez mais bem atendidas, houve a necessidade de ampliar o serviço com a construção do Centro Assistencial e do Centro de Reabilitação Oral.
Tudo isso só foi possível a partir da união desse povo solidário, que viabilizou o tratamento oncológico na região e que o mantém até hoje, com pequenas doações de milhares de pessoas que também se solidarizam à causa.
Atualmente, a Associação atende a uma população estimada em 1 milhão e 300 mil pessoas, em cerca de 86 cidades do Centro-Oeste de Minas, Alto São Francisco e parte do Sudoeste do Estado.

 

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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