quinta-feira, 12 de Março de 2015 12:08h Atualizado em 12 de Março de 2015 às 12:18h. Mariana Gonçalves

ACCCOM intensifica ações de prevenção ao câncer feminino

Durante todo esse mês, a Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (ACCCOM), está com uma programação especial de prevenção ao câncer feminino

A iniciativa, além de ser uma forma de homenagear o público feminino devido ao Dia Internacional da Mulher, é também um meio de chamar a atenção da sociedade para os cuidados com a saúde.
Conforme a enfermeira responsável pela Prevenção na ACCCOM, Sara Lemos, os trabalhos foram iniciados primeiro com a equipe da associação. “Fizemos um trabalho com as mulheres do serviço voluntariado, com as colaboradoras da associação, profissionais da saúde, enfim, toda a equipe da instituição. Chamamos esse público para o trabalho de prevenção, mostrando a história da mulher e, principalmente, as escolhas da mulher no que se refere a cuidar da saúde”, explica.
Agora, os trabalhos estão sendo feitos com a população tanto de Divinópolis quanto das cidades vizinhas. “Já passamos por vários PSFs de Divinópolis, essa semana estivemos na cidade de Medeiros, Oliveira e São Gonçalo. Para semana que vem ainda temos Araújos e outras localidades”, acrescenta Sara.
Chamar a mulher para hábitos de vida mais saudáveis é a temática trabalhada pelos profissionais da associação durante esse mês. Nos encontros, as mulheres recebem orientações sobre as principais doenças que podem acometer seu corpo, bem como as formas de prevenir tais problemas. “O único caminho para mudar a história de doenças como, por exemplo, osteoporose, lúpus, esclerose múltipla, Alzheimer, depressão, fibromialgia, enxaqueca, síndrome dos ovários policísticos, endometriose, doenças cardiovasculares, câncer de mama, câncer de colorretal e útero, AIDS e HIV, é a realização permanente de prevenção, adesão a estilo de vida saudável, alimentação balanceada e exercícios físicos”, afirma a enfermeira.
Tirar parte do seu tempo para cuidar da saúde é sempre necessário, e isso não somente no caso das mulheres, todas as pessoas devem estar em dia com a saúde, porém, a mulher tem deixado a desejar nesse assunto. De acordo com Sara, falta conscientização, e até mesmo, força de vontade, como exemplo, a enfermeira utiliza as situações que presencia diariamente. “As pessoas costumam pontuar as mazelas do sistema público de saúde sempre, colocando uma culpa muito grande no sistema quanto à demora nos exames de mamografia, e aqui na associação temos uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), então aquelas mulheres que nos procuram e precisam da mamografia, fazemos o cadastro e encaminhamos para a Semusa. Porém, acontece muito das mulheres não irem fazer o exame, ou se vão, não voltam para o resultado” conta Sara.

 

FIQUE ATENTO

As doenças ligadas ao câncer, o quanto mais cedo forem diagnosticadas, é melhor tanto para início do tratamento quando há chances de cura, principalmente por isso, é importante que as mulheres levem mais a sério sua saúde. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de mama atinge 156 mulheres por dia. Esse é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente, porque a doença ainda é diagnosticada em estados avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência, tanto nos países desenvolvidos, quanto nos em desenvolvimento.
O INCA não estimula o auto-exame das mamas como método isolado de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. Portanto, o exame das mamas feito pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papiloma vírus Humano (HPV). A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença, na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer, Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame.
É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colo retal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ.
Já o câncer colo retal, abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.
Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico. A maioria dos tumores de ovário são carcinomas epiteliais (câncer que se inicia nas células da superfície do órgão), o mais comum, o tumor maligno de células germinativas (que dão origem aos espermatozóides e aos ovócitos - chamados erroneamente de óvulos).

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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