quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015 09:36h Atualizado em 11 de Fevereiro de 2015 às 09:41h. Mariana Gonçalves

Ações em prol do meio ambiente devem entrar em execução em março

O movimento unificado intitulado

O rio Itapecerica Não Pode Morrer" realizou o segundo encontro do ano de 2015, já com o objetivo de tirar do papel as ações de mobilização e conscientização previstas para iniciarem no próximo mês.
Estão sendo organizados seminários e possivelmente uma celebração católica, presidida pelo bispo diocesano Dom José Carlos. O movimento pretende iniciar as ações no dia 22 de março. Atualmente o grupo está focado nos assuntos que envolvem a crise hídrica que estamos vivendo.
Conforme a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd), Maria Aparecida, entre as primeiras deliberações está a promoção de atividades com a população para o próximo mês, período em que se celebra o mês das águas. Além disso, as ações visam envolver representantes da igreja e de diversos outros setores da sociedade.
Também foram propostas ações referentes à formação de grupos de trabalho, com destaque para o de Comunicação e Mídia, que na tarde de ontem apresentou aos demais componentes do movimento como o grupo poderá interagir com os divinopolitanos na internet, por meio das redes sociais. Uma página do projeto será criada no Facebook para que os internautas também possam acompanhar e participar de todas as mobilizações. Em breve o espaço estará disponível para acesso.

 

RELEMBRE
Conforme já adiantando pela Gazeta do Oeste em edições anteriores, o movimento está composto por diversas entidades representativas da sociedade e objetiva principalmente ações de preservação e recuperação do meio em que vivemos.
O movimento nasceu no ano passado devido, principalmente, à necessidade de se pressionar a Prefeitura de Divinópolis quanto à limpeza do rio Itapecerica, que por vários meses esteve coberto de aguapés. Com isso, o grupo descobriu diversas irregularidades sendo cometidas contra o meio ambiente. Em entrevista anterior a coordenadora do Sintemmd destacou as importantes parcerias que fizeram com que o movimento ganhasse ainda mais força perante a sociedade divinopolitana.
“Tivemos uma parceria muito importante com a Diocese de Divinópolis, porque conseguimos manter as lideranças unidas em prol do rio, para um movimento silencioso envolvendo documentação e notificações que mantivessem o poder público de olho no rio para limpá-lo de fato. Contamos com a morosidade do serviço público, no entanto, o rio voltou a ter a visão de água, mesmo que ela ainda continue imunda. Mas o que quero destacar é que esse movimento teve uma contribuição até interessante na limpeza do rio, porque durante um tempo nos preocupamos com o aguapé e a partir dele descobrimos o uso e a ocupação do solo em torno do rio, com construções irregulares e agressão ao meio ambiente”, encerra.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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