terça-feira, 21 de Julho de 2015 10:46h Atualizado em 21 de Julho de 2015 às 10:49h. Mariana Gonçalves

“Acredito que esse seja o primeiro recesso escolar em que a categoria terá sossego”, afirma Maria Catarina, coordenadora do SindUTE

O primeiro semestre de 2015, para a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), Maria Catarina Vale

O primeiro semestre de 2015, para a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), Maria Catarina Vale, trouxe vantagens históricas no que se refere à luta dos professores com o governo para melhores condições de trabalho. A categoria ainda não atingiu todas as propostas que pretende, no entanto, as conquistas de agora trazem uma nova esperança de luta.  “Acredito que esse seja o primeiro recesso escolar, depois de longos anos, em que a categoria de uma forma geral terá sossego, devido à sua valorização ter sido tão apontada nesse semestre”, afirma Maria Catarina.

Conforme já anunciado pela Gazeta do Oeste em edições anteriores, o novo acordo assegurou o pagamento do piso salarial de R$ 1.917,78 para uma carga horária de 24 horas semanais, previsto na Lei Federal 11.738. O reajuste começou a ser pago de maneira escalonada, de modo que, em julho de 2018, o professor tenha conquistado 31,78% de aumento salarial, além dos reajustes anuais do piso salarial nacional. “A categoria já recebeu a primeira parcela do abono e o SindUTE sentou com o governo para apontar as falhas que aconteceram nesse primeiro pagamento. Foram erros do tipo: descontos de Ipsemg que não poderia ter acontecido, pessoas que tinham direito a receber a promoção do TI e T2, pessoas que tinham aulas facultativas. O governo reiterou que irá corrigir todas essas falhas, mas ainda sim faço um balanço positivo disso, porque quando você tem um governo que te escuta, dialoga, leva a sério o que prometeu, para nós isso é suficiente. Claro, ainda não é o que queríamos, mas depois de longos anos com a carreira congelada, essa conquista foi muito importante”, destaca Catarina.

Em agosto de 2016, será pago novo abono de R$ 135, o equivalente a um aumento de 8,21% sobre a remuneração inicial do professor. Já em agosto de 2017, haverá novo abono no valor de R$ 137,48, que vai representar aumento de 7,72% sobre a remuneração inicial do professor. Os dois primeiros abonos concedidos serão definitivamente incorporados ao vencimento inicial em 1º de junho de 2017. E o último abono será incorporado ao vencimento inicial em 1º de julho de 2018.

A categoria conquistou também o Adicional de Desempenho da Educação Básica (Adeeb), que corresponde a 5% sobre os vencimentos, a cada cinco anos completos de efetivo exercício na carreira, contados a partir de janeiro de 2012. O pagamento do Adeeb será condicionado à obtenção de avaliação de desempenho individual satisfatória.

Todos os benefícios conquistados para a categoria realmente merecem ser comemorados, mas de acordo com a coordenadora do SindUTE, a retirada definitiva do subsídio como forma de remuneração no Estado para educação elevou uma luta salarial de anos. “Claro que tem muita coisa para avançar, no que diz respeito à qualidade da educação, ao quadro de pessoal, violência nas escolas, demandas histórias antigas, que nós temos que entender ao longo prazo que é com muita persistência e resistência que vamos conquistar. No mais, gostaria de agradecer a contribuição de todos nessa maratona de discussões com o governo. Em nome do SindUTE aqui de Divinópolis deixo um abraço e o desejo de bom recesso a todos os profissionais”, completa Catarina.

 

Credito: Mariana Gonçalves

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