sábado, 9 de Maio de 2015 08:25h Atualizado em 9 de Maio de 2015 às 08:32h. Mariana Gonçalvez

Adefom convida população para comemorar Dia do Trabalhador Eficiente

A equipe da Associação de Deficientes do Oeste de Minas (Adefom) realiza hoje, na Praça da Catedral, das 9h às 14h, uma comemoração em prol do Dia do Trabalhador

O evento visa celebrar principalmente o fato de que a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho em Divinópolis e região está crescendo. Durante as comemorações do Dia do Trabalhador Eficiente serão oferecidos gratuitamente à população serviços de saúde como: aferição de pressão arterial, exames de glicemia, testes rápidos para HIV, Sífilis e hepatite e ainda orientação sobre câncer, com a equipe da Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (Acccom).

De acordo com o diretor voluntário da Adefom, Reginaldo Couto, o evento contará ainda com a animação musical de Tia Elza e uma apresentação dos associados da Adefom. “A festa é de todos nós. Estamos em uma comemoração pelo dia dos trabalhadores, ou seja, pelo dia de todos nós. Então, gostaria de convidar a todas as pessoas a estarem conosco nesse momento. Além disso, é importante que a sociedade em si tenha consciência de que a mão de obra da pessoa com deficiência é tão valorosa quanto qualquer outra, e deve ser utilizada”, salienta.

 

LEI

No Brasil, o emprego das pessoas com deficiência está amparado pela Lei 8.213/91, também conhecida como lei de cotas. Essa lei obriga as empresas com cem ou mais empregados a reservarem vagas para pessoas com deficiência, em proporções que variam de acordo com o número de empregados: de cem a 200, a reserva legal é de 2%; de 201 a 500, de 3%; de 501 a mil, de 4%, e acima de 1.001, de 5%. Apesar da lei vigorar por mais de 20 anos, algumas empresas não a cumprem e têm como uma das justificativas a falta de mão de obra qualificada.
Pelo menos em Divinópolis essa situação tem mudado. Conforme Reginaldo, hoje a participação das pessoas com deficiência no ensino superior aumentou consideravelmente, se comparado há alguns anos. “Queremos mostrar que a pessoa com deficiência está se qualificando, está estudando. Nós tivemos muitos avanços aqui em Divinópolis. Exemplo disso é que há três anos nós tínhamos apenas onze pessoas com deficiência estudando lá na Funedi. Hoje temos 43 estudantes matriculados lá por meio de convênio de bolsas. No Pitágoras, [temos] cerca de 16 pessoas com deficiência estudando. O bom disso é ver que as próprias pessoas com deficiência entenderam que se ela se qualificar já tem seu lugar no mercado de trabalho, mesmo que seja pelo sistema de cotas”, diz o diretor da Adefom.

 

 

EVOLUÇÃO

Reginaldo explica que o mercado de trabalho para as pessoas com deficiência tem evoluído bastante. Hoje, a deficiência física já não é mais um impedimento para que o cidadão seja proibido de trabalhar. “O trabalho se modernizou. Muitas das vezes, aquele impedimento para uma pessoa com deficiência física que era o trabalho braçal hoje já pode ser substituído pelo trabalho em outros segmentos, que não seja aqueles que dependem da condição física. Temos o auxílio da tecnologia, como por exemplo, um software especializado para pessoas com deficiência visual utilizarem o computador. Daí precisamos agora é de abertura das empresas, tanto na perspectiva física de acessibilidade, quanto no que tange a acessibilidade comportamental. Porque aí sim vamos acabar de vez com qualquer resquício de preconceito que ainda temos em nossa sociedade”, conclui.

 

 

Crédito: Mariana Gonçalves

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.