segunda-feira, 14 de Outubro de 2013 06:37h Simião Castro

Adefom encerra comemorações dos 30 anos com show

Associação presta assistência de diversas formas a pessoas com deficiência em Divinópolis

Há 30 anos a Associação de Deficientes do Oeste de Minas (Adefom) atua em Divinópolis oferecendo apoio e assessoramento a pessoas com deficiência da cidade. E para encerrar as comemorações de todo esse tempo de trabalho, a entidade promove um show com Grupo Só H e Nivaldo Braga, no próximo dia 19. O cantor esteve ontem na sede da Adefom para conhecer os serviços prestados.
A Associação possui diversos núcleos de atendimento, funcionando como um espaço de capacitação, reabilitação e reinserção do deficiente à sociedade. Na fábrica cadeiras de rodas e de banho da instituição são produzidas de 40 a 60 peças por mês, conforme estimativa da própria Adefom.
O auxiliar administrativo, Roody Santos, explica que, por meio de um convênio com a prefeitura de Divinópolis, qualquer deficiente físico da cidade tem o direito de requisitar uma cadeira. “Muita gente não sabe do trabalho que a gente faz”, comenta. Ele acrescenta ainda que os deficientes podem procurar a própria Adefom para se informar dos procedimentos necessários para a requisição.
Na sala de fisioterapia são atendidas 40 crianças e adolescentes por meio do Fundo da Infância e Adolescência - FIA. O espaço conta com aparelhos específicos para as necessidades das crianças, além de uma profissional dedicada a esse serviço. A fisioterapeuta Vanessa Alves Dinis explica que “os atendimentos ocorrem uma vez por semana, durante quarenta minutos.” Ela se diz satisfeita com o retorno que o trabalho recebe pelas famílias dos atendidos.
O setor de recursos humanos da entidade é responsável por encaminhar e acompanhar os assessorados para o mercado de trabalho. A secretária da diretoria da associação, Roberta Marçal, conta que a Adefom mantém parceria com empresas da cidade e da região, e que a associação indica e prepara os deficientes para assumirem colocações nessas empresas. “Uma empresa de Itauna solicitou só deficientes visuais porque eles haviam feito uma pesquisa que [apontou que] o deficiente visual conseguia produzir mais peças do que nós que enxergamos. O “vidente” se desconcentra, passa uma coisa ele vai acompanhando. O deficiente visual só fica concentrado naquilo que ele está fazendo”, esclarece.
Michel Henrique é professor na Sala de Recursos da Adefom, ele é deficiente visual e dá aulas de braile e informática básica. Por fora, trabalha com música, faz singles e arranjos. “Estou montando meu estudiozinho na minha casa, numa sala separada só para mim”. Roberta ressalta que a Sala de Recursos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Divinópolis, está capacitando em braile 15 professores da rede municipal.

Ao fim da visita, Nivaldo Braga tocou e cantou para os funcionários da Adefom, que confirmaram presença em peso no show do dia 19. Todos disseram que vão estar reunidos “em família” na apresentação. Milton Henriques, do conselho deliberativo da Adefom, traduziu bem a sensação de pertencimento à instituição. “Se tiver lugar melhor, só o céu”, declarou.
Os shows começam a partir das 22h, na boate Babilônia. Ingressos masculinos custam R$ 20 e os femininos R$ 15,00.

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