quarta-feira, 4 de Março de 2015 11:19h Atualizado em 4 de Março de 2015 às 11:22h. Mariana Gonçalves

Adolescentes recebem vacina contra HPV nas escolas

Começou essa semana nas escolas de Divinópolis, a Campanha de Vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV)

A intenção é imunizar 4.621 meninas de 9 a 11 anos de idade,  segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA).
De acordo com a referência técnica em imunização da SEMUSA, Marcela Machado, a campanha foi adotada em caráter preventivo ao vírus do HPV, com o objetivo de reduzir o número de casos e de morte do câncer de colo de útero, considerado o segundo tipo de câncer mais presente em mulheres brasileiras, e que possui o vírus, como um dos principais fatores de risco responsáveis pelo surgimento da doença.
As vacinas serão aplicadas por profissionais da unidade de saúde referência da região em que a escola está localizada. Serão disponibilizadas três doses, sendo a primeira esse mês, a segunda em setembro, e a terceira e última, cinco anos depois da primeira dose. No ato da vacinação, cabe ao profissional orientar a paciente que em setembro, a mesma deve comparecer até a uma unidade de saúde para informar-se sobre o período e local de vacinação da 2ª dose. “É necessário que os pais estejam atentos quanto à necessidade da vacinação de suas filhas”, pontua Marcela.
A coordenadora complementa dizendo que aquelas meninas com 11 anos de idade e menores de 14, que deveriam ter sido vacinadas na campanha do ano passado, também podem ser assistidas com a vacinação deste ano e devem procurar sua unidade de saúde.

 

PREVINA-SE

Lembre-se, o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene, não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;
Informe seu parceiro (a) se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento. Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV, com lesões genitais em atividade, além disso, consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.
O Papilomavírus Humano, nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).
A transmissão se dá, predominantemente, por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.

 

DIAGNÓSTICO

As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados, como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.
A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.
O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional, em casos de câncer instalado.

 

 

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