sábado, 6 de Agosto de 2016 08:45h Pollyanna Martins

Aguapés começam a proliferar no Rio Itapecerica

O rio já foi tomado pelo efeito tapete verde da planta em 2014 e, mais uma vez, a vegetação volta a se multiplicar

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

Os aguapés voltaram a proliferar nas águas do Rio Itapecerica. O período de estiagem é propício para o aparecimento da vegetação, que já foi um pesadelo para o rio em 2014. A presença da planta no rio indica um alto índice de poluição, além de trazer mau cheiro, acúmulo de lixo nas margens do Itapecerica, e diminuir o oxigênio da água. O Rio Itapecerica já foi tomado pelo efeito tapete verde em 2010 e 2014 e, como não houve um trabalho preventivo, a retirada dos aguapés virou uma novela na
cidade.


O acúmulo da vegetação e o mau cheiro causado também já foram motivos para manifestação dos moradores e comerciantes do bairro Niterói. Em setembro de 2014, cansados das promessas não cumpridas desde o início do ano sobre a limpeza do Rio Itapecerica, os moradores e comerciantes do bairro fecharam parcialmente a ponte que liga o Centro ao bairro. O objetivo da manifestação foi pressionar as autoridades públicas para que uma atitude fosse tomada e a limpeza realizada. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Divinópolis, para evitar o efeito tapete verde, este ano estão sendo feitas limpezas no rio regularmente com um barco.

Conforme a assessoria, o trabalho está sendo feito manualmente pelos funcionários da Prefeitura, mas está parado nesta semana, pois o barco utilizado para fazer o serviço estragou e estava em manutenção, mas na próxima semana o serviço será retomado. Em ecossistemas muito poluídos, a planta se alimenta do material orgânico vindo da sujeira e diminui a oxigenação da água, o que impede o desenvolvimento de outros organismos do lugar. No dia 1° de agosto, o Portal Centro-Oeste mostrou como a poluição já afetava os peixes do rio. Segundo o Portal, centenas de peixes foram vistos por moradores do bairro Manoel Valinhas na superfície da água, à procura de oxigênio.

Em entrevista ao Portal Centro-Oeste, o biólogo Claudemir Cunha explicou que, nesta época do ano, é normal a diminuição de oxigênio na água e a aparição de cardumes, que são chamados de lâminas d’água. “Da última semana de julho até a segunda quinzena de agosto, é normal a aparição de cardumes, no que chamamos de lâmina d’água, porém, quando eles começam a colocar a cabeça para fora da água, significa que a quantidade de oxigênio disponível é pouca”, explica.

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