sábado, 12 de Novembro de 2011 08:15h Sarah Rodrigues

Aguapés no Itapecerica

As plantas aquáticas voltaram a se proliferar no rio Itapecerica. Desde a última chuva ocorrida no início do mês os aguapés começaram a formar o tapete verde novamente

O nível de aguapés no rio Itapecerica tem preocupado a população. As plantas que começam a aparecer em julho ainda não diminuíram e estão sendo monitoradas pela Semmapu (Secretaria Municipal de Meio Ambiente). As chuvas do início de novembro não foram suficientes para “levar” os aguapés, que voltaram a se proliferar. Dados da secretaria apontam que se no final de dezembro as plantas não forem “carregadas” pelas chuvas, os aguapés deverão ser retirados pela prefeitura.


Próximo ao bairro Porto Velho é uma das regiões que mais possui as plantas aquáticas, que formam longos tapetes verdes. A presença de plantas aquáticas conhecidas como aguapés no rio Itapecerica é constante nessa época do ano. As plantas aparecem devido a situação do rio, a proliferação ocorre pois a poluição do Itapecerica fornece aos aguapés nutrientes para seu crescimento.A partir dos meses de julho a planta se torna visível.No ano passado, a Semoudes (Secretaria de Operações Urbanas), precisou intervir e retirar os aguapés que estavam prejudicando a vida aquática do rio.


Os aguapés prejudicam a vida ainda existente no rio, pois ao longo de sua proliferação, um grande tapete verde se forma. Este tapete impede que os raios solares cheguem até a superfície do rio, diminuindo a quantidade de oxigênio na água. A planta pode chegar até mais de um metro podendo dificultar a circulação dos animais aquáticos fazendo com que fiquem ilhados ou presos em determinadas áreas com baixa incidência de oxigênio. Portanto esses seres podem morrer por falta de oxigênio causado pelo excesso de aguapés.


Um fato que chama a atenção da maioria das pessoas é que com o excesso de aguapés os lixos se acumulam no rio, contribuindo para a mortandade dos peixes.


Segundo o biólogo da Semmapu, Claudemir Cunha, a secretaria está monitorando os níveis de aguapés no Itapecerica.


Em entrevista anterior à Gazeta, o biólogo explicou que se não chovesse na região, em meados de outubro a prefeitura teria que intervir e retirar os aguapés. De acordo com Cunha, como choveu no início de novembro, parte dos aguapés foi levada e por isso não foi necessária a retirada.


Ele ressalta que o nível do rio subiu e os aguapés ainda não estão em situação crítica. O biólogo conta que a secretaria voltou a monitorar as plantas e que se no final de dezembro o período chuvoso não retirar os aguapés, então a prefeitura deverá intervir. “Como choveu, nós voltamos a monitorar os aguapés. Se até entre os dias 20 e 21 de dezembro não chover, vamos ter que começar a retirada”, esclarece Cunha.


 

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