sábado, 20 de Fevereiro de 2016 06:11h Pollyanna Martins

Alimentação fora de casa aumenta em Divinópolis

O Núcleo de Pesquisas Econômicas da Faced visitou 20 restaurantes e avaliou o preço do self service, do prato sem balança e do prato feito

Quem almoça fora de casa pode preparar o bolso, pois a alimentação fora de casa registrou aumento. O Núcleo de Pesquisas Econômicas (NUPEC) da Faced fez um estudo, que mostrou uma variação em janeiro de 2016, se comparada com janeiro de 2015. O Núcleo visitou 20 restaurantes da cidade, em janeiro, que servem self service, prato sem balança e prato feito. De acordo com a pesquisa, o valor mínimo encontrado no self service foi de R$ 34,90, o valor médio R$ 40,28 e o máximo R$ 44,90. O que mostrou um aumento de 5,83% - comparado com o valor médio – equiparando com janeiro de 2015, quando o valor médio do self service era R$ 38,06. Já comparando com dezembro do ano passado, a variação foi de 0,95%.

 

 

 


O prato feito registrou a menor variação. Comparado com janeiro do ano passado, o segmento aumentou apenas 2,32%. Segundo a pesquisa, o valor mínimo encontrado do prato feito foi de R$ 6, o médio R$ 8,80 e o máximo R$ 15. Quando, em janeiro de 2015, o valor médio do prato feito era R$ 8,60. Conforme o estudo, o prato feito não registrou variação comparando com dezembro do ano passado. Já o prato que registrou o maior aumento foi o prato sem balança. O segmento aumentou 34,02% equiparando janeiro de 2015 com janeiro de 2016. O Núcleo encontrou o valor mínimo de R$ 5, o médio de R$ 8,98 e o máximo de R$ 14,90 nos restaurantes pesquisados cidade. Em janeiro de 2016, o valor médio do prato era R$ 6,70. Comparando janeiro de 2016 com dezembro de 2015, o segmento variou 2,86%.

 

 


CESTA BÁSICA
A alimentação em casa também ficou mais cara, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O departamento realizou uma pesquisa sobre o custo da cesta básica, e o estudo mostrou um aumento em todo Brasil. A cesta básica é composta por carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. Na capital mineira, a cesta básica aumentou 12,75%.

 

 


Conforme a pesquisa, o item que registrou a maior alta em Belo Horizonte foi o tomate. A fruta aumentou 84,86%, e hoje é encontrada nos supermercados a R$ 6,99. O DIEESE explicou que, as fortes chuvas diminuíram a oferta de tomate, e fez com o preço subisse. O segundo item com maior alta na cesta básica é a banana. A fruta subiu 28,22% e, segundo o departamento, a explicação para tal aumento é a instabilidade climática. O calor excessivo e as chuvas acima da média diminuíram tanto a quantidade, quanto a qualidade das bananas nanica e prata. Os únicos itens da cesta básica que registraram queda foram o arroz (- 4,69%), o café (- 6,26%) e a manteiga (- 2,63%).

 

 


SALÁRIO MÍNIMO
De acordo com o DIEESE, em janeiro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.795,24, ou 4,31 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em dezembro de 2015, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.565,30, ou 4,52 vezes o piso vigente (R$ 788,00). O departamento considerou que a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

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