sexta-feira, 13 de Novembro de 2015 09:09h Atualizado em 13 de Novembro de 2015 às 09:10h. Mariana Gonçalves

Alto índice de infestação da Dengue é registrado na Comunidade do Choro

O Levantamento do índice de infestação de larvas do Aedes aegypti (LIRAa) apontou números que chamaram a atenção da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para a Comunidade Rural do Choro. Foi registrado, na comunidade, um percentual de infestação de 16,53%, em média, enquanto na cidade, os registros foram de 1,8%.
Com base nesta realidade, a Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa intensificou suas ações na comunidade. Na noite de hoje, está programada uma reunião em que toda a população residente no Choro foi convidada a participar, segundo a diretora de vigilância em saúde, Celina Pires, esse encontro irá tratar da conscientização da população para o problema, além de esclarecer o que, de fato, está ocorrendo no local com relação à dengue. “Hoje à tarde, os agentes de saúde farão uma palestra na escola para as crianças. Às 19h30, será o encontro da nossa equipe de educação em saúde com a equipe de estratégia da família que atua lá e a comunidade, a intenção é mostrar o que está acontecendo na região e conscientizá-los com relação ao perigo desta doença, porque, na verdade, hoje não falamos só da dengue temos que falar de chinkungunya e do vírus Zika. E ainda falar como a população pode fazer a prevenção do problema”, acrescenta Celina.

 

MUTIRÃO

Amanhã será realizado um mutirão de limpeza em todo o Choro, partindo da Praça da Igreja. A diretora de vigilância em saúde explica que esse trabalho consiste em retirar o máximo de lixo da comunidade, que possa, de alguma maneira, servir como criadouro para o mosquito. É importante e necessário que a população fique atenta a sua residência e retire a tempo aqueles materiais como, por exemplo, garrafas pet, vasilhames abertos, pneus e outros tipos de materiais que acumulem água parada.

 

ATENÇÃO

Durante essa semana, a Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa realizou um bloqueio químico, utilizando bombas costais para combater o mosquito já na fase adulta.
Dos 121 imóveis vistoriados este mês, foram encontrados 22 focos do Aedes Aegypti, em 20 deles, os quais foram eliminados ou tratados, sendo que 100% estavam dentro das residências. 19 reservatórios – entre caixas d'água e tambores - receberam proteção de tela para evitar que o mosquito se desenvolva nesses pontos.
Os números desta semana apontam que os casos de dengue confirmados em Divinópolis são 1.636. Já os registros de casos notificados como suspeita de dengue, correspondem a 2.101. “A orientação sempre reforçada à população da zona urbana, no que tange à prevenção para impedir a reprodução do Aedes aegypti, passa a ser essencial para a rural. O mosquito está cada vez mais se adaptando às situações para continuar seu desenvolvimento. Isso só acontece quando a população dá as condições para que isso ocorra, ou seja, não eliminando os focos dentro das residências e lotes”, completa a diretora de vigilância em saúde, Celina Pires.

 

 

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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