quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014 04:19h Mariana Gonçalves

Alunos do EJA planejam mobilização para fevereiro

O Sindicato dos Servidores Municipais de Divinópolis (Sintram) em reunião com os estudantes afetados pela medida de redução dos polos de Ensino de Jovens Adultos (EJA) planeja uma manifestação para o primeiro dia de volta as aulas em fevereiro.

A redução dos polos educacionais que irão oferecer o Ensino de Jovens Adultos (EJA) no município casou insatisfação nos alunos ligados a este projeto. O Sindicato dos Servidores Municipais de Divinópolis (Sintram), juntamente com os professores do EJA realizaram uma reunião com a população matriculada nessa modalidade de ensino para uma discussão mais ampla do assunto.
De acordo com informações do sindicato, muitos dos alunos nem estavam sabendo que esse ano somente as escolas Cetepe no Afonso Pena e João Severino no Davanuze receberão as aulas do EJA.
Segundo o vice-presidente do Sintram, Eduardo Parreira, após a realização do debate com alunos, ficou definido que será feito uma mobilização. “Os próprios estudantes demostraram interesse em fazer uma manifestação no dia marcado para o início das aulas no Cetepe. A intenção é deixar claro a insatisfação em relação ao fechamento das unidades de EJA nas escolas Darcy Ribeiro, Professora Hermínia Corgozinho e São Geraldo”, conta.
Além disso, o assunto será levado para discussão em uma Audiência Pública. “Teremos uma reunião com a comissão de educação da Câmara para marcar uma audiência pública aonde vamos também acionar o Ministério Público (MP). O objetivo é exigir o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) onde é garantido o acesso e permanência dos alunos na educação de jovens adultos”, completa Parreira.
Por meio de nota, a União Estudantil Divinopolitana (UED) se manifestou contra o corte das unidades de EJA. “A UED vem repudiar a decisão da Prefeitura Municipal de Divinópolis em fechar os pólos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas escolas Municipais Professor Darcy Ribeiro, Professora Hermínia Corgozinho, São Geraldo. A decisão tomada afronta o Artigo 37 da Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. “Art. 37”. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si. § 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)”. Com tal arbitrariedade por parte da prefeitura, indo de forma contraria aos encontros e reuniões realizadas em 2013, onde asseguraram que não fechariam as unidades. A Prefeitura não cumpre com seu papel de assegurar as oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características dos discentes, seus interesses, condições de vida e de trabalho. Entendemos que o período de inscrições para o EJA não foi o suficiente, o prazo ideal seria até meados de fevereiro de 2014. Os estudantes afetados relataram que as ações de fechamento dos pólos acarretam na desmotivação para continuidade dos estudos. Pois, estes são trabalhadores que saem das suas casas no amanhecer e que a distância para outros pólos chegariam após as 23 horas”.

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