terça-feira, 15 de Março de 2016 10:51h

Apac recebe recursos do judiciário e inicia obras

Após quase 30 anos de espera, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – Apac começa a ganhar corpo e apresenta mais um passo importante para a instalação da sede em Divinópolis

O presidente da Acasp, José Levi, que também é presidente voluntário da Apac, informou que a instituição receberá, em um prazo de 30 a 60 dias, um repasse de verba do judiciário. O recurso é de R$50 mil reais, oriundos de prestações pecuniárias, que são multas aplicadas em substituição à prisão nos casos de delitos de menor gravidade.
Em 2014, o município doou um imóvel de 11 mil metros quadrados, localizado no bairro Floramar, para instalação da sede da Apac, que vai comportar 200 recuperandos. Com a verba de R$50 mil, serão contratados um engenheiro e um topógrafo, que irão preparar o local para a construção da sede, que segue um modelo padrão estipulado pelo Governo do Estado. “Esses profissionais vão fazer a planta baixa do imóvel, a limpeza do local e nivelamento de toda estrutura. Em seguida, vamos enviar o projeto para aprovação ao Programa Novos Rumos da Execução Penal”,  explicou a Secretária Executiva da Apac, Ângela Maria Lopes Campos.

 


A instituição tem como objetivo um trabalho humanitário de recuperar detentos por meio de uma metodologia que abrange 12 passos, que passam pelo trabalho e chegam às questões psicológicas, religiosas e familiares, reintegrando-os na sociedade. “Divinópolis está atrasada, se compararmos à cidade vizinha, Itaúna, que já tem uma Apac e realiza um trabalho importante na região. Estamos empenhados agora para conseguir mais recursos, para, quem sabe, dar início às obras ainda este ano”, concluiu o Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais, Dr. Francisco de Assis Corrêa.

 

 


Para este ano, o Juiz Dr. Francisco Corrêa adiantou que contemplará a construção da Apac dentre os projetos apresentados para recebimentos de verbas do judiciário.
Desde 2006, o Estado de Minas Gerais tem dedicado recursos para a construção dos Centros de Reintegração Social das Apacs, recomendadas pelo Tribunal de Justiça. O presidente da Acasp e da Apac orienta que estudos comprovam que uma vaga nos estabelecimentos de resocialização custa um terço do valor de uma vaga em penitenciária do sistema comum. “Um dado importante é que a reincidência entre os que cumpriram pena nas unidades da Apac gira em torno de 15%, enquanto, entre os que vieram do sistema comum, o percentual alcança 70%”, salienta José Levi.

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