terça-feira, 22 de Março de 2016 09:29h Atualizado em 22 de Março de 2016 às 09:57h. Mariana Gonçalves

Apae pede por direitos igualitários a pessoas com Síndrome de Down

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) – Instituto Helena Antipoof comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down com a apresentação de atividades culturais e palestras, desenvolvidas na sede da instituição durante a data de ontem

Estiveram presentes algumas famílias que já passaram por atendimento na instituição, além, é claro, das pessoas que atualmente estão sendo assistidas pela Apae.
A coordenadora pedagógica da Apae/ Instituto Helena Antipoof, Clecilia Maria, destaca que o Dia da Síndrome de Down, carinhosamente chamado pela instituição como o dia em que “o cromossomo do amor espera por você”, visa chamar a atenção da sociedade para uma luta árdua, que se refere à conquista de direitos igualitários. “Nós focamos na autonomia e independência da pessoa com deficiência. Acreditamos na vida, no amor, e na superação” pontua Clecilia.

 

 

 


Ainda de acordo com a coordenadora da Apae, hoje, a unidade atende mais de quarenta pessoas com a síndrome down. Cada caso tem a sua especificidade, mas, no geral, as pessoas com a síndrome (quando estimuladas de maneira correta, ou seja, com o auxílio de profissionais) também desenvolvem o aprendizado, por exemplo, da escrita e leitura.
“Tivemos aqui uma apresentação musical de uma moça que já esteve conosco na instituição, foi uma apresentação muito bonita no teclado. Além das apresentações musicais, tivemos também a apresentação de palestras, e um momento de depoimento das mães de pessoas com a síndrome que já acompanharam de perto o nosso trabalho”, acrescenta.

 

 

 

ACOLHIMENTO

O desenvolvimento de uma pessoa com síndrome de down sofre grande influência do meio o qual está inserido, e o convívio familiar é peça fundamental neste processo. “Fazemos parte de uma equipe interdisciplinar, ou seja, várias áreas contribuindo para essa família. Cada área procura orientar naquilo que é de sua especificidade, no caso da psicologia, trabalhamos com o processo de aceitação da síndrome por parte da família, uma vez que a família não aceita a síndrome, ela não segue as orientações que são passadas”, diz a psicóloga Cássia Adriani de Oliveira Rabelo.

 

 

 

CROMOSSO TRÊS

O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de Março, fazendo alusão aos 3 cromossomos no par número 21, característico das pessoas portadoras da Síndrome de Down.
A data foi escolhida pela Down Syndrome International, através da ideia do geneticista Stylianos E. Antonarakis, da Universidade de Genebra. O Dia Internacional da Síndrome de Down está no calendário oficial da Organização das Nações Unidas, sendo comemorado pelos 193 países-membros da ONU.
O objetivo é conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão dos portadores de Down na sociedade.
A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético humano, presente em todas as raças. Os motivos para a ocorrência da Síndrome de Down ainda são desconhecidos, mas o que se sabe é que começa na gestação, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, sendo que o normal seriam 46 cromossomos.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.