quarta-feira, 3 de Abril de 2013 05:23h Atualizado em 3 de Abril de 2013 às 05:27h. Mariana Gonçalves

APAE realiza ação em comemoração ao dia do autismo

Funcionários e alunos se vestiram de azul e soltaram balões azuis em comemoração ao mundial do autismo.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, foi celebrado na tarde de ontem (02) pela Apae/Instituto Helena Antipoff em Divinópolis, a instituição em um ato de homenagem as crianças e os recentes ganhos na lei para os autistas, propôs a toda a equipe de funcionários e alunos da Apae que se vestissem de azul e nas principais avenidas do centro da cidade soltassem balões azuis em comemoração ao dia.
De acordo com Michele de Paula, assessora de comunicação da instituição a escolha do azul é porque essa cor representa o mundo em que vive os autistas, “essa cor foi escolhida pelos pais e pelos próprios autistas porque ela dá idéia de mundo, o nosso mundo cercado de água é um mundo azul, e as crianças com autismo se vêem no seu mundo azul fora do nosso e não pode ser assim, queremos que o autista tenha o seu mundo azul mas inserido no mundo de todas as pessoas”explica.
Ainda conforme Michele esse ano a instituição traz como tema de suas ações o lema “Mais informação e menos preconceito”, pois mesmo com alguns ganhos na lei as crianças com autismo continuam enfrentando uma certa rejeição por parte da sociedade“o autismo é uma deficiência muito comportamental, então  fica difícil das pessoas perceberem e as vezes por esse motivo elas taxam essas crianças como birrentas, como mal educadas e não é, isso é uma dificuldade da criança e ela precisa de um acompanhamento médico para que consiga se socializar”afirma 
No final do ano passado as instituições que lutam pelos direitos das crianças com autismo fizeram uma grande mobilização para pedir que o senado aprovasse a lei que garante á criança com autismo os mesmo direitos de lei que uma pessoa deficiente tem, as ações surtiram efeito e a lei 12.774 veio para acelerar o processo de diagnóstico e tratamento dos autistas e outros ganhos “essa lei institui a Política  Nacional dos Diretos dos Autistas, ou seja, todos os direitos que as pessoas com deficiência já tinham os autistas passam  a ter também,  e dentro dessa lei destacamos o artigo 3 por ser o artigo que garante o diagnóstico precoce desse transtorno, uma vez que uma das maiores dificuldades hoje são os diagnósticos tardios, pois quanto mais tempo a criança perde fora dos atendimentos que ela precisa para aprender a se organizar e se desenvolver sozinha ela acaba que fica excluída da sociedade”diz Michele
Normalmente o diagnóstico é feito a partir da observação do comportamento da criança em casa com os pais. Os primeiros sintomas começam quando a criança se faz indiferente,ou seja, começa a se isolar com frequência e para de olhar nos olhos das pessoas quando alguém a chama. O autismo tem tratamento e quanto mais cedo for descoberto mais rápido e eficaz se torna o tratamento.

 

ENTENDA O AUTISMO

 

O autismo é um transtorno marcado por três características fundamentais: Incapacidade para interagir socialmente; dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
Esse problema vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental. Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que logo foi descartada. Atualmente admiti-se que o autismo possui fatores genéticos e biológicos.
É um transtorno mais comum entre meninos do que meninas e os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum são os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
Até o momento o autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos logo que o diagnóstico for dado. Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado pois cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências, alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
Assim como em outros tipos de deficiência o apoio da família é fundamental por isso recomenda-se que a família do autista também passe por atendimento especializado, além de ser fundamental descobrir um meio ou técnica que possibilite a família comunicar-se com essa criança.
Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.